De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água …
(in O nome das coisas)
Publicado em 1977, este livro de Sophia de Mello Breyner Andresen, reflectia, talvez mais do que qualquer outra das obras da autora, a esperança de que a palavra ganhasse corpo e se erguesse como muralha de dignidade da espécie que a inventou. A força da palavra contra a condição animal – a convicção de que as coisas só existem depois de lhes darmos um nome. Sem as palavras os homens mais não seriam do que um ramo dos primatas, tal como os outros, ignorando a sua humanidade, não existindo…
