RESPOSTA AOS ATAQUES PESSOAIS DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO MONTEPIO – por EUGÉNIO ROSA – PARTE III

RESPOSTA AO PRESIDENTE DO MONTEPIO E QUEM MENTE

(CONCLUSÃO)

IV –AUMENTO DO CAPITAL SOCIAL DA CAIXA ECONÓMICA PELA ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA COM O DINHEIRO QUE OS ASSOCIADOS ENTREGARAM À ASSOCIAÇÃO MUTUALISTA

 1 – Relatório e Contas de 2010, pág. 146 – Capital (financiado pela Associação Mutualista): 800 milhões

€ 2010- Mil€

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NOTA EXPLICATIVA: Em 2010, portanto antes da aquisição do FINIBANCO, a Associação Mutualista tinha investido no Capital da Caixa Económica 800 milhões €

 2 – Relatório e Contas de 2011 (ano de aquisição do Finibanco), pág. 131: CAPITAL : 1245 milhões €

                                                                                                                 2011 –Mil€

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NOTA EXPLICATIVA: Em primeiro lugar, para se poder compreender a OPERAÇÃO FINIBANCO é necessário explicar como ela foi feita. A Caixa Económica não tinha meios financeiros para lançar a OPA de aquisição do grupo FINIBANCO e para satisfazer ao rácios de capital exigidos pelo Banco de Portugal. Por isso a OPA foi lançada pela Associação Mutualista. E depois a Associação Mutualista, com dinheiro dos associados,  aumentou o Capital da Caixa Económica para 1.245 milhões €, ou seja, em mais 425 milhões €, pois no fim de 2010 o Capital da Caixa Económica era, como vimos , de apenas 800 milhões €. Seguidamente a Caixa Económica assim recapitalizada adquiriu à Associação Mutualista o grupo FINIBANCO.  E isto foi feito com a aprovação (voto favorável) da maioria do Conselho Geral da Associação Mutualista (eu votei contra), numa reunião de entre 3-4 horas, em que não foi apresentado qualquer estudo  prévio de avaliação dos aspetos positivos e negativos da aquisição, e tendo o presidente do conselho da administração feito uma intervenção verbal. E por um valor  superior ao valor que constava da contabilidade do FINIBANCO com a justificação da existência de um GOODWILL, ou seja, um “ativo intangível incorpóreo” (por ex. a marca) não tendo sido apresentado qualquer estudo que justificasse a existência desse goodwill e levasse a Associação Mutualista a pagar um valor superior ao contabilístico. A Caixa Económica recapitalizada pela Associação Mutualista adquiriu depois a esta o grupo FINIBANCO.

Em resumo, para que a Caixa Económica pudesse adquirir o grupo FINIBANCO, a Associação Mutualista teve de recapitalizar a Caixa Económica, com dinheiro dos associados, em mais 425 milhões €, tendo passado o Capital da Caixa Económica financiado pela Associação Mutualista de 800 milhões € para 1.245 milhões €.

3 – Relatório e Contas de 2013, pág. 57 (inclui dados de 2012 e 2013) : CAPITAL financiado pela Associação Mutualista com o dinheiro dos associados aumentou, entre 2012 e 2013, de 1.295 milhões € para 1.500 milhões € (aos 1.700 milhões € que consta do Balanço tem que se tirar o valor das unidades de participação que são 200 milhões € , pois só 1.500 milhões € é que são financiados pela Associação Mutualista)

                                                                                             Mil €         2013          2012

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NOTA EXPLICATIVA: No fim de 2011, o Capital da Caixa Económica financiado pela Associação Mutualista era, como vimos, de 1.245 milhões €. Devido aos elevados prejuízos que a Caixa Económica teve em 2012 e 2013, referidos anteriormente, a Associação Mutualista viu-se obrigado, para que fossem respeitados os rácios de capital impostos pelo Banco de Portugal, a aumentar o Capital da Caixa Económica de 1.245 milhões € (valor do capital em 2011) para 1.500 milhões € (valor do Capital em 2013), ou seja, em mais 255 milhões €  .

Em resumo, entre 2010 e 2013, como consequência da aquisição do grupo FINIBANCO e de prejuízos acumulados nos anos 2012 e 2013, a Associação Mutualista viu-se obrigada a recapitalizar a Caixa Económica em 700 milhões €, pois o seu Capital financiado pela Associação Mutualista, aumentou, neste período, de 800 milhões € para 1.500 milhões € (os 1.700 milhões € que constam do quadro anterior incluem 200 milhões € que não foram financiados pela Associação Mutualista, mas sim da compra feita por muitos associados de unidades de participações, muitos deles utilizando depósitos a prazo, resultantes de poupanças que tinham na Caixa Económica, com a promessa de rentabilidades compensadoras. Mas o seu valor na bolsa é inferior aos 200 milhões €.

Aqui estão os dados que utilizei na minha “Informação aos associados do Montepio”, e  onde fui busca-los: Relatórios e Contas da Caixa Económica, portanto públicos, a que tem acesso qualquer associado ou outra pessoa (estão obrigatoriamente disponíveis no site do Montepio), e também por que razão digo que se cometeram erros de gestão com custos (prejuízos) elevados para o Montepio, e que é preciso que não se repitam no futuro. Para isso é necessário um grande acompanhamento e fiscalização dos atos do conselho de administração por parte dos associados. Agora os associados e os portugueses que tirem as suas próprias conclusões : Quem fala verdade: eu ou presidente do Montepio? Quem mente: eu ou o presidente do Montepio? Se quiserem mandar a V/ opinião podem enviar para eugeniorosa@zonmail.pt pois terei muito gosto em recebê-la e refletir sobre ela.

Quero agradecer a todos aqueles (e foram muitas dezenas) que se deram ao trabalho de já me terem enviado uma mensagem de apoio, o que me tem ajudado nesta altura em que sofro um forte ataque pessoal, que vai continuar previsivelmente, pois já conheço muito bem a “cultura da casa” e o tom já foi dado pelo presidente do Montepio

Saudações mutualistas   

Eugénio Rosa, Economista, 20.8.2014 (Membro do Conselho Geral da Associação Mutualista – Montepio Geral e da Assembleia Geral e Conselho de Supervisão da Caixa Económica – Montepio Geral  da Lista C eleito pelos associados).

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Ver a parte II desta resposta de Eugénio Rosa a Tomás Correia, Presidente do Conselho de Administração do Montepio, publicada ontem em A Viagem dos Argonautas, no link:

http://aviagemdosargonautas.net/2014/08/23/resposta-aos-ataques-pessoais-do-presidente-do-conselho-de-administracao-do-montepio-por-eugenio-rosa-parte-ii/

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Ver a parte I desta resposta de Eugénio Rosa a Tomás Correia, Presidente do Conselho de Administração do Montepio, publicada anteontem em A Viagem dos Argonautas, no link:

http://aviagemdosargonautas.net/2014/08/22/resposta-aos-ataques-pessoais-do-presidente-do-conselho-de-administracao-do-montepio-por-eugenio-rosa-parte-i/

1 Comment

  1. Na televisão, o Sr Presidente do CA do Montepio mentiu pois nunca se pronunciou sobre a auditoria forense mas, sempre, sobre auditorias comuns. Se foi imposta uma auditoria forense é por haver suspeita de irregularidade.CLV

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