NESTE DIA… Em 24 de Agosto de 1820,

nestedia31Em 24 de Agosto de 1820, estando ausente Beresford, o general inglês que D. João VI nomeara como comandante supremo das forças militares portuguesas, eclodiu no Porto uma Revolução Liberal que depressa se estendeu a Lisboa e a todo o país e que veio a ter como consequência a transformação do regime político – de monarquia absoluta, Portugal passou a ser uma monarquia constitucional, liberal.

Portugal atravessava uma crise profunda – sobretudo no plano económico, pois ressentia-se da devastação provocada pelas invasões francesas – roubos, incêndios, estupros … – mas na ponta das baionetas dos soldados franceses vinham também ideias, novos conceitos, que a Revolução de 1789 provocara e que a coreografia política do general corso ainda não extinguira. Com a família real e a corte no Rio de Janeiro e com os ingleses a ocupar os principais cargos de poder, o descontentamento alastrava como fogo em seara seca.

Já em 1817, o general Gomes Freire de Andrade encabeçara um movimento para liberalizar a monarquia – tentativa para mudar o regime, exigir o regresso do rei e, sobretudo, para expulsar os ingleses do nosso país. A conspiração foi descoberta e os seus responsáveis presos e executados. Foi neste quadro que um grupo de liberais do Porto, constituído por magistrados, negociantes e militares,  formou o Sinédrio – associação secreta, dirigida por Fernandes Tomás  e que tinha como objectivo preparar uma revolução.

Foi criada uma Junta Provisional de Governo do Reino que expulsou os ingleses e exigiu o imediato regresso do rei D. João VI a Portugal e a realização de eleições para eleger deputados às Cortes Constituintes, para elaborar uma Constituição.

O rei D. João VI cedeu à pressão revolucionária e regressou a Portugal em 1821, jurando a Constituição em 1822- Em Dezembro de 1822 realizaram-se as primeiras  eleições em Portugal. A Constituição  consagrou os princípios da liberdade e de igualdade dos cidadãos perante a lei.

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