AMANHÃ, 30 AGOSTO, TRÊS ESPECTÁCULOS DE “LISBOA NA RUA” por Clara Castilho

É uma organização da EGEAC, que se prolongará até 20 de Setembro, sempre com entrada gratuita e de que iremos dando notícias. Considerando que Lisboa na Rua é a resposta da cidade à cidade-porta, à cidade-ponte, balançando entre muitos continentes, onde civilizações, milénios e memórias convergem numa pele de muitas camadas, o espaço público torna-se o meio natural e privilegiado da comunhão e fruição culturais.

Amanhã poderão assistir, a três espectáculos.

 Cinema São Jorge, às 19 h – Lisboa Verde 3D, Edgar Pêra

 Lisboa Verde 3D é um filme de investigação plástica e poética, que explora as potencialidades do formato tridimensional, utilizando uma linguagem pessoal como alternativa ao oneroso cinema-espectáculo 3D de Hollywood. O 3D é território de experimentação, forma alternativa de registo do real e uma zona do imaginário por explorar. Quando se filma em 3D, tudo o que se nos apresenta tem de ser tratado duma forma radicalmente diferente do habitual método de rodagem bidimensional. Lisboa Verde 3D é um foto-filme/instalação. Um filme em que o tempo se fixou. Momentos congelados por uma câmara 3D. Instantes captados em relevo. Em Lisboa Verde 3D recria-se o universo onírico do mundo verde em espaços simultaneamente bucólicos e urbanos. Os jardins, as hortas e os parques da cidade de Lisboa são ideais para o formato 3D pelas múltiplas perspectivas e níveis de profundidade que proporcionam. Com estas imagens criam-se novas formas de representar o mundo, dando ao espectador-cidadão uma oportunidade de olhar de outra maneira para a presença do (imprescindível) universo vegetal na sua cidade.

Edgar Pêra, Autor

Biografia

Desde 1985 que Edgar Pêra filma compulsivamente a sua cidade. em 1991 assina A Cidade de Cassiano (Grand Prix Festival Films d’ Architecture de Bordeaux), realizado para a exposição de homenagem a Cassiano Branco no cinema Éden. Em 1994 filma Manual de Evasão LX94, uma encomenda de Lisboa Capital Europeia da Cultura 1994. da sua residência artística no bairro da Bica nasce A Janela (Maryalva Mix), estreado no Festival de Locarno 2001. em 2006 é o Herói Independente do IndieLisboa e é galardoado, em Paris, com o Prémio Pasolini pela carreira, conjuntamente com os cineastas Alejandro Jodorowsky e Fernando Arrabal. em 2011 estreia em Roterdão O Barão, uma adaptação premiada da obra homónima de Branquinho da Fonseca. desde esse ano que Pêra tem vindo a filmar sistematicamente no formato 3D. em 2013, assina Cinesapiens, um segmento de 3X3d (em co-autoria com Jean-Luc Godard e Peter Greenaway), um filme para Guimarães – Capital europeia da Cultura 2012, que encerrou a semana da Crítica do Festival de Cannes e já foi exibido em mais de 40 países. O foto-filme Lisboa Verde 3D é o ponto de partida de uma série de projectos sobre a cidade no formato tridimensional, como Lisbon Revisited, a última longa-metragem 3D de Edgar Pêra, também rodado nos espaços verdes lisboetas, com textos de Fernando Pessoa e com estreia mundial no Festival de Locarno 2014.

 Largo de Jesus , às 22 h, FITAS NA RUA

 Viagem a Cabo Verde, José Miguel Ribeiro, Portugal, 2010, 17’, animação, m/6

Viagem a Cabo Verde de José Miguel Ribeiro, conta história de uma viagem de 60 dias a andar por Cabo Verde. sem telemóvel ou relógio, sem programar antecipadamente e com o essencial às costas, o viajante descobre as montanhas, as povoações, o mar, uma tartaruga, a música, as cabras, a bruma seca, os cabo-verdianos e acima de tudo uma parte essencial de si mesmo.

Versão original em português com legendas em Inglês

Viridiana, Luís Buñuel, México/Espanha, 1961, 90’, ficção

VIRIDIANA-1

 

Em Viridiana de Luis Buñuel, Don Jaime, velho fidalgo espanhol, vive retirado numa quinta desde a morte da sua esposa. Um dia, recebe a visita da sua sobrinha, noviça num convento, mas muito parecida com a sua falecida esposa.

Com Silvia Penal, Fernando Rey, Francisco Rabal, Margarita Lozano. Versão original em espanhol com legendas em português

 Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, às 22 h, FUSO

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O LOOP nasceu em Barcelona, no ano de 2003, como a primeira feira exclusivamente dedicada ao vídeo, providenciando o espaço, a abordagem e a atenção requeridas por esta prática. ao longo das suas doze edições, o LOOP forjou uma forte comunidade vinda dos campos concomitantes da arte contemporânea e do cinema. o programa do LOOP Fair consiste numa mostra de obras de artistas seleccionados, apresentados pelas suas galerias, num momento de encontro para plataformas, distribuidores e revistas e num fórum de debate profissional. Compreendendo que estes trabalhos são time-based, cada galeria expõe um projecto nos quartos do hotel onde o evento acontece, isto permite que se crie um ambiente exclusivamente focado no trabalho do artista. desde a sua primeira edição, no sentido de distinguir os trabalhos que mais sobressaíram, o LOOP Fair estabeleceu os prémios LOOP. Um júri internacional de peritos selecciona os premiados e o trabalho é então adquirido pelo screen Projects / LOOP e emprestado à MACBA’s fundação – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. Personalidades como Bartolomeu Marí (MACBA), Mark Nash (Documenta 11), Borja-Villel (Museu Rainha Sofia), Christine Van Assche (Centro Georges-Pompi-Dou) ou Barbara London (MoMA) já contribuíram na selecção das peças premiadas.

 

 

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