NESTE DIA, 29 de AGOSTO de 1920, nasceu CHARLIE PARKER

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William P. Gottlieb – http://www.flickr.com/photos/library_of_congress/4843755786/ Portrait of Charlie Parker in the Three Deuces of New York (N.Y.), in August 1947. Next to him, there is Miles Davis.

Charles Parker, Jr., ou Charlie Parker, Yardbird, ou Bird, para os amigos, nasceu e cresceu em Kansas City, uma cidade norte-americana que fica na fronteira dos estados de Kansas e Missouri. Filho de um pianista e dançarino, desde muito novo se interessou pela música. Começou por aprender a tocar trompa na escola. Aos 11 anos a mãe ofereceu-lhe um saxofone, episódio marcante na sua vida. Aos 15 abandonou a escola para seguir a sua carreira musical. Terá sido por essa altura que começou a consumir drogas. Aos 19 anos mudou-se para Nova Iorque, onde exerceu todas as profissões, incluindo lavar pratos, para se conseguir lançar na música. Aos 22 anos foi descoberto por Dizzy Gillespie e Thelonius Monk.  De uma capacidade de improviso e sentido melódico excepcionais, em conjunto com Dizzy Gillespie, Charlie Parker, em 1945, lançou o bebop, um género musical caracterizado por tempos breves, estrutura musical harmónica e melodia, que viria a desembocar naquilo a que na década de 1960 se chamou o jazz moderno. As dificuldade da vida e as dependências de álcool e drogas causaram sem dúvida a sua morte prematura. Mas deixou atrás dele um rasto que ficará visível enquanto houver arte. Oiçam Ornithology:

 Obrigado a Music and Programming e ao youtube

A vida e a obra de Charlie Parker inspiraram muitos músicos, escritores e outros artistas. Julio Cortázar escreveu o conto El Perseguidor, incluído no volume de contos Las Armas Secretas (1959) cujo personagem central, Johnny Carter, é inspirado em Charlie Parker. Aborda brilhantemente a maneira como personagens de génio, frágeis social e psicologicamente, são explorados por indivíduos sem capacidades artísticas, mas pouco escrupulosos. Leiam em:

http://www.ucm.es/data/cont/docs/119-2014-02-19-Cortazar.ElPerseguidor.pdf

Julio Cortázar voltou a invocar Charlie Parker em La Vuelta al Día en Ochenta Mundos, logo ao início, referindo a sua interpretação em Lady, Be Good, de Ira e Georges Gershwin, em conjunto com Lester Young e mais outros músicos de primeiro plano, tocada no Phirlamonic Auditorium, em Los Angeles, em 1946:

Obrigado a JckDupp e ao youtube. Vejam em:

https://www.youtube.com/watch?v=TWr5qESn_0A

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