2014: ANO EUROPEU DO CÉREBRO E DAS DOENÇAS MENTAIS por clara castilho

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Decorre o Ano Europeu do Cérebro e das Doenças Mentais escolhido pelo Parlamento Europeu, considerando que se trata de um problema que poderá ter causas e tentativas de intervenção comuns a alguns países da Europa. Se olharmos para a África, ou outros continentes, alguns problemas serão os mesmos, mas as soluções terão que ser outras ( por exemplo, Moçambique conta só com dois psiquiatras…) e até mesmo, algumas manifestações não se encontrarão (o problema das crianças hiperactivas, por exemplo).

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Vou aproveitar esta ocasião para pensar em certos problemas, alguns que já aqui abordei, pensando no sofrimento daqueles que padecem de uma doença, nas suas famílias, nas respostas que teriam de ser dadas. E pensar que, muitos deles, os poderíamos evitar. Não nos ficaremos pela Europa, por vezes olharemos para os nossos vizinhos.

E não ficaremos pela doença, que corresponderá a falta de saúde. Tentaremos falar da prevenção possível. É um desafio que espero possa trazer alguma reflexão sobre a temática.

Pois dizem os impulsionadores desta iniciativa:

“As doenças cerebrais e os problemas de saúde mental afectam mais de um quarto da população europeia, constituindo um pesado fardo para a sociedade e para as pessoas afectadas.

Um relatório recente mostra que na Europa o custo total anual das doenças cerebrais e mentais é de 798 mil milhões de euros. As perturbações do estado de espírito — em que se incluem a depressão e a doença bipolar — representam o custo mais elevado, avaliado em mais de 113 mil milhões de euros, a que se segue a demência com 105 mil milhões de euros. Considerando que as pessoas vivem mais tempo, o custo total não pode deixar de aumentar.

Esta situação coloca desafios consideráveis não só aos sistemas de saúde, à sociedade e à economia, mas também, e principalmente, às pessoas afectadas por doenças cerebrais e mentais, a quem delas cuida e às suas famílias.

É por esse motivo que nós, como co‑presidentes do Grupo de Interesse do Parlamento Europeu, apoiamos a ideia — conforme já declarado no recente relatório parlamentar sobre a doença de Alzheimer — de designar o ano de 2014 como o Ano Europeu da Saúde Mental e do Cérebro, com o objectivo último de melhorar a saúde neurológica e mental.

O Ano Europeu poderá potencialmente aumentar a sensibilização para todas as doenças cerebrais e todos os problemas de saúde mental na UE. Poderá salientar a necessidade de mais investigação, estimular esforços no sentido de educar, informar e aconselhar todas as pessoas afectadas e quem delas cuida, e contribuir para melhorar a sua qualidade de vida. Poderá ainda estimular o desenvolvimento e a implementação de planos de acção aos níveis local, nacional, regional e europeu, e promover o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas.”

Esta iniciativa tem o apoio de mais de 200 organizações que representam doentes, comunidades científicas e profissionais de saúde, das várias disciplinas que se focam no estudo do cérebro. Para além de vários comissários europeus, o projeto também recebeu o apoio significativo e entusiasta por parte do Parlamento Europeu e dos Estados-membros da União Europeia.

Com esta iniciativa pretende-se conseguir consciencializar e educar, alcançando um impacto significativo na modificação das percepções e redução dos estigmas.

 

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