EDITORIAL – NESTE DIA… A VIAGEM DOS ARGONAUTAS FAZ TRÊS ANOS

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Faz hoje  três anos que A Viagem dos Argonautas começou,  terminado um período experimental de cerca de um mês. Olhando para trás, sentimo-nos satisfeitos. Não satisfeitos no sentido de sentirmos  que já fizemos tudo a que nos propusemos, mas sim de que temos trilhado um caminho que nos tem permitindo dar um contributo pequeno, mas positivo, ao debate cívico e político e à vida cultural. Pelo menos os nossos amigos e leitores, cujo número, felizmente, parece ir aumentando, lenta, mas seguramente, têm podido dispor de um veículo (não fica mal chamar assim à nossa barca Argos) que lhes dá acesso a conhecer várias opiniões, de diferentes quadrantes, sobre assuntos de interesse geral, a níveis variados, bem como o evoluir de acontecimentos relevantes. E terem a possibilidade de também darem a sua opinião sobre esses mesmos assuntos e acontecimentos.

Claro que do conjunto ressalta que temos posições sobre as matérias. E ao leitor com certeza que será fácil perceber quais são essas posições. Contudo o ter-se posições não equivale a falta de isenção no tratamento dos assuntos. Temos procurado dar a palavra a pessoas de variados quadrantes, e, sendo verdade que temos tido dificuldade em obter colaborações, deixamos claro que isso se deve sobretudo ao pouco tempo que todos temos no dia a dia para uma maior participação na vida cívica e política. E o ter-se posições e exprimi-las não constitui falta de isenção. A falta de isenção aparece fatalmente quando se atribuem qualificações de distanciamento e neutralidade, a tomadas de posição e opções que fatalmente vão favorecer determinados interesses. Para a evitar defendemos a expressão alargada das ideias, desde que se cumpram as normas básicas de educação e respeito pelas pessoas.

É verdade que temos dado destaque a certas matérias, como a questão das autonomias, nomeadamente de nações que estão sujeitas a situações imperiais, derivadas de episódios históricos já passados, e cujos efeitos, mais de dois séculos depois da Revolução Francesa, já deveriam ter sido corrigidos, nomeadamente em países cujos dirigentes se dizem defensores da democracia. Assim recordamos que no próximo dia 18 de Setembro vai efectuar-se o referendo sobre a independência da Escócia. Propomos assim a leitura de um artigo de The Guardian, sobre o assunto, de Paul Mason, um comentador a que já temos feito referência no nosso blogue:

http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/aug/31/scottish-independence-yes-vote-turnout-polls

 

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