CONRAD BOTES, UM DOS ARTISTAS DA EXPOSIÇÃO “ARTISTAS COMPROMETIDOS? TALVEZ” por Clara Castilho

Já aqui falámos da exposição patente na Fundação Gulbenkian até dia 7 de Setembro,”Artistas Comprometidos? Talvez”. Está Integrada no programa de Cultura Contemporânea, Futuro Próximo, dedicado à investigação e criação na Europa, em África, na América Latina e Caraíbas. Iremos falar de alguns dos artistas que a compõem.

 Artistas Comprometidos? Talvez. na Fundação Calouste Gulbenkian

Hoje, cabe a vez a Conrad Botes. Nasceu na cidade do cabo, em 1969. A sua infância, passada numa cidade pequena, onde o pai era professor, ajudou-o a desenvolver a compreensão da cultura sul africana nas suas diversas facetas. O facto de se encontrar na dicotomia entre o que era o real e o espaço mental, veio trazer ao seu trabalho grande intensidade.

É um dos fundadores da of Bitterkomix, juntamente com Anton Kannemeyer, uma publicação que começaram ainda estudantes para agitar os pensamentos de seus colegas e que ainda hoje continua a ser publicada, tendo-se tornado uma instituição nacional. Bates gosta de contar como os seus desenhos críticos foram os primeiros a ser banidos na nova e livre África do Sul.

Pintando homens e mulheres e as “almas torturadas” põe em questão as noções convencionais de individualismo e humanismo. Apresenta uma sociedade em que a religião é irrelevante, a violência desejável, o sadismo institucionalizado, com o triunfo da crise existencial de cada um.

Afirma: “os quadros que faço são muito pessoais. Posso explica-los se for preciso, mas prefiro não o fazer. É difícil explicar o que se sente. As pessoas podem formular as suas próprias ideias acerca dos trabalhos, as reacções dos espectadores são mais importante do que as minhas próprias explicações”.

 

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