HOJE, 5 DE SETEMBRO, DOIS ESPECTÁCULOS MUSICAIS NA “LISBOA NA RUA”

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É uma organização da EGEAC, que se prolongará até 20 de Setembro, sempre com entrada gratuita e de que iremos dando notícias. Considerando que Lisboa na Rua é a resposta da cidade à cidade-porta, à cidade-ponte, balançando entre muitos continentes, onde civilizações, milénios e memórias convergem numa pele de muitas camadas, o espaço público torna-se o meio natural e privilegiado da comunhão e fruição culturais.

Hoje poderão assistir a 2 espectáculos:

No Jardim das Esculturas, Museu do Chiado, às 19:30

Escritor de canções, vocalista, balafonista, guitarrista e crucial embaixador da cultura mandinga e guineense em Portugal e no mundo, Kimi Djabaté é hoje um dos grandes artistas de palco a residir no nosso país, que também se tornou o seu, já há mais de uma década. Trata as suas canções com profunda noção de ofício, trabalhando-as com a precisão e o critério dos sérios e serenos. é filho de uma família secular de músicos, que se filiou na Guiné Bissau há mais de dois séculos, e é seu assunto vivencial, social e cultural tratar na forma de música as questões e resoluções de sempre e de hoje; a observação do mundo através da oralidade da música, algo que não tem como evitar tornar contemporâneo, sempre devidamente enriquecido por tanta tradição de o fazer. Contos sobre moral, ética, cidadania, honestidade, amor, família e as grandes questões existenciais. e mesmo que as palavras que lhe saiam da boca soem a ouvidos brancos como código, a transparência humana e emocional fala a Língua de todos nós. Numa altura em que se dão os últimos toques para a edição do seu próximo álbum, podemos esperar várias canções dos seus anteriores Terike e Karam, o último dos quais o seu primeiro álbum com boa distribuição a nível mundial, que lhe rendeu rasgadíssimos elogios da imprensa internacional, e uma constantemente preenchida agenda em palcos na Europa, América e Ásia. é com enorme prazer que o voltamos a receber no jardim das esculturas do MNAC, onde já nos ofereceu uma das grandes actuações que tivemos o privilégio de produzir ao longo dos anos para este ciclo.

Largo do Teatro Nacional de São Carlos, às 21:30

RR-+-Rabi

O que é que um compositor libanês, alaúdista e líder de uma banda faz depois de gravar com os grandes nomes do jazz, com músicos tradicionais árabes, com quartetos de cordas clássicas e músicos arménios, a quem foi atribuída a missão de escrever obras para orquestras sinfónicas pela BBC Orchestra, de Londres e pela Ensemble Modern, da Alemanha. Naturalmente, vai para Portugal, musicar poesia portuguesa e gravar com um jovem fadista de Lisboa. A aventura começou com uma pergunta de Ricardo Pais, director do Teatro Nacional do Porto, que pretendia saber se Abou-Khalil estaria interessado em musicar poemas portugueses e tocar as músicas em Lisboa e no Porto.  Abou-Khalil aceitou imediatamente; a emoção de fazer algo tão surreal era simplesmente irresistível. Abou-Khalil descobriu asssim Ricardo Ribeiro que na altura com apenas 26 anos, tinha já granjeado reputação por mérito próprio. Canta as composições de abou-Khalil como se fossem suas, domina os complicados ritmos e as invulgares melodias com total facilidade. a sua voz, por vezes tentadoramente suave, outras impressionantemente poderosa, mistura-se com o alaúde de Abou-Khalil criando uma nova unidade. aos dois, junta-se neste espectáculo único Luciano Biondini, de spoleto, Itália, mestre no acordeão, e o percussionista norte-americano Jarrod Cagwin tão discretos quanto presentes, acentuando habilmente as subtilezas musicais. o resultado é uma música que soa a novo e a estranho, embora familiar e natural, como se tivesse existido desde sempre.

Rabih Abou-Khalil – alaúde;

Ricardo Ribeiro – voz;

Lucianno Biondi – acordeão

 Jarrod Cagwin – percussão.

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