FESTIVAL “TODOS – CAMINHADA DE CULTURAS”, 12, 13 e 14 de SETEMBRO, EM LISBOA por Clara Castilho

É um festival que acontece de novo, numa sexta edição,  em São Bento, Poço dos Negros e Santa Catarina. Através do seu programa intercultural e multidisciplinar, o TODOS celebra desta vez a democracia portuguesa, 40 anos depois do 25 de Abril. Porque o POVO de Lisboa é feito de muitos povos.

Chamamos a atenção para os espectáculos e actividades que vão ocorrer nos dias seguintes. Iremos dando informações, mas fiquemos com o que o site nos conta sobre este Festival.

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“TODOS – Caminhada de Culturas” é um  festival que acontece de novo, numa sexta edição  em São Bento, Poço dos Negros e Santa Catarina. Através do seu programa intercultural e multidisciplinar, o TODOS celebra desta vez a democracia portuguesa, 40 anos depois do 25 de Abril. O Povo de Lisboa, que é no fundo feito de muitos povos, é uma das palavras de ordem que quisemos trazer a lume. Partimos da premissa de que é preciso ouvir o POVO; deixar falar os muitos POVOS que vivem e habitam a cidade de Lisboa hoje e desde há muito tempo. E assim colocamos em diálogo e em jogo estas situações, palavras, ideias, através da mão dos artistas, a quem pedimos para, nas suas narrativas artísticas, pensarem no que é de facto importante para este POVO com povos dentro da sua identidade. Trazendo os seus universos próprios, convidámo-los a pôr em obra as suas visões do estado das cidades, aqui e agora.

Novas criações, espectáculos e intervenções no espaço urbano convidam-nos a entrar nos espaços mais emblemáticos do bairro, como a maior casa do povo, a Assembleia da República, que receberá uma CONFERÊNCIA COREOGRÁFICA de Vera Mantero.

A Igreja das Mercês será a casa da MÚSICA SACRA ORTODOXA, num concerto dirigido porSvetlana Poliakova, musicóloga e maestrina russa. O Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG Lisboa será o lugar onde, com um modo próprio de fazer Teatro e Antropologia, JoN Craveiro nos fala de EXÍLIOS, RETORNOS E ALGUNS QUE FICARAM.

Um pátio escondido do bairro albergará uma ESTRADA ESFOMEADA, texto escrito pelo nigeriano Ben Okri; um terraço de um prédio recebe FATMA, que existe na escrita teatral de M’Hamed Bengguettaf, da Argélia; e num bar literário revelam-se HISTÓRIAS INCENDIÁRIAS, com Patrick Murys e Luís Belo. SILOS DE CARROS E ESTRADAS GIRATÓRIAS vão acelerar na Sociedade Guilherme Cossoul com homens de várias nacionalidades e Vânia e Marcus Rovisco.

A Rua de São Bento, da Assembleia da República para baixo, incluindo a Rua do Poço dos Negros, irá inundar-se de som e música nas suas lojas, restaurantes, oficinas e livrarias. O Jardim de São Bento dará as PALAVRAS AO POVO; haverá VEGETAÇÃO RASTEIRA a crescer num espaço abandonado, com a búlgara Maria Varbanova; Vera Prokic, pianista “nascida na Jugoslávia de Tito”, como gosta de afirmar, oferece-nos nove fados para piano do compositor novecentista Alexandre Rey Colaço, e A UTOPIA, de Thomas More, será lembrada pelas ruas de São Bento.

UM COPO D’ÁGUA transcontinental, com a Orquestra TODOS a abrilhantar o baile deste festim com comidas do mundo, fechará o festival nos recreios do Liceu Passos Manuel.

Estas, entre outras propostas… Para um fim de semana deste fim de Verão/início de Outono, que já quase não é Verão, e ainda não é Outono, mas sim uma fusão de estações, tal como o povo/público do TODOS, que poderá vir mergulhar e também ressurgir”.

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