A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
É aquilo a que na linguagem estereotipada, formatada pelos media, se chama um tema incontornável. É um exagero, pois não existem assuntos que não possam ser contornados. Acontece que não queremos evitar um tema que, na realidade, dá pano para mangas. Assunto talvez mais grave é o da coligação militar que se está a construir para fazer face à Jihad Islâmica – parece-nos que a estratégia fundamentalista está a obter resultados, pois do ponto de vista dos integristas ter o mundo em peso contra, funciona como evidência da pureza da sua luta contra os infiéis. Contornemos este barril de pólvora e falemos da Escócia. Escócia onde, depois de amanhã, se joga mais do que a eventual saída do país do chamado Reino Unido.
*Certamente “É a hora ” -Maria *
Congratulo-me com a perspectiva do editorialista que, quem sou eu, atrevo-me a considerar muito feliz e muito bem apresentada. O regresso da reafirmação das Nacionalidades será um factor decisivo para a criação do clima de Paz que há séculos, nesta Europa, muito tem sido proclamado mas, de verdade, nunca procurado. Se Portugal – e muito bem – não podia ter colónias com que direito há outros que podem tê-las. Para ser-se colonizados a cor da pele é indiferente. Com efeito, enquanto houver estados prepotentes a quererem sentir-se no direito de dominar qualquer Nacionalidade melhor será contar-se com os barbarismos bélicos sempre repetidos. Espero que a Escócia consiga tornar-se um Estado independente com a sua representação mais que legitima na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas. Se assim acontecer quantas outras Nacionalidades haverão de querer dar um passo em frente e virem a juntar-se ao exemplo português de ser, na Europa, o único Estado com uma só Nacionalidade. Aos portugueses, ao contrário que já vi escrito na “Viagem”, compete incentivar todas as Libertações a começar pelas quantas Madrid oprime. CLV