NESTE DIA… 24 de SETEMBRO de 1896, nasceu SCOTT FITZGERALD

Neste dia... - João - II 220px-F_Scott_Fitzgerald_1921

Francis Scott Key Fitzgerald, escritor, romancista e contista norte-americano, é considerado como tendo sido quem melhor transmitiu para a posteridade a essência do que se convencionou chamar A Idade do Jazz, uma época que cerca da década de 1920, de forte prosperidade económica, dinamismo cultural (destacando-se precisamente o jazz como fórmula musical em ascensão) e que haveria de terminar abruptamente na Grande Depressão de 1929. Foi também a época da Lei Seca e do crescimento do crime organizado. Nasceu em Saint Paul, no Minnesotta, numa família de classe média. Teve uma educação católica até entrar para a Universidade de Princeton, que deixou em 1917, para servir no exército. Desde novo que mostrou inclinação para a literatura, tendo começado a escrever ainda muito jovem. O seu primeiro romance, This Side of Paradise, foi publicado em 1920, na sequência de outras tentativas rejeitadas pelos editores. No mesmo ano The Saturday Evening Post publicou o conto Bernice Bobs Her Hairs, o primeiro de Fitzgerald com o seu nome. Outro conto seu foi The Strange Case of Benjamin Button, publicado no Collier’s em 1992, e adaptado ao cinema em 2008.  Também em 1922 foi publicado o romance The Beautiful and Damned, que terá sido inspirado pela sua vida sentimental, incluindo a relação com a sua esposa Zelda Sayre, com quem casara em 1920, após hesitações causadas por problemas financeiros. Em 1925 saiu o romance que é geralmente considerado como a obra mais emblemática de Fitzgerald, The Great Gatsby, a história de um vagabundo que consegue ascender à fortuna e ao poder, mas que acaba vítima das sua contradições, preso como está ao amor por uma mulher. Os dois últimos romances foram Tender is the Night, publicado em 1934 e The Love of the Last Tycoon, saído em 1941, inacabado e já depois da morte do autor, em 21 de Dezembro de 1940, após uma vida atormentada pela doença da esposa e pelos seus próprios excessos. Fitzgerald escreveu cerca de 150 contos, dos quais cerca de cinquenta terão sido considerados autênticas obras primas.

220px-Fitzgerald,_Saturday_evening_post

José Rodrigues Miguéis, num texto de introdução à sua tradução de The Great Gatsby (Editorial Presença), procura salientar que Fitzgerald no meio dos excessos manteve um lado espiritual, que se mantém incorruptível. E que excedeu em muito a craveira de porta-voz da Idade do Jazz, pois “nenhum dos seus coevos pintou com tintas tão humanamente amargas e sedutoras o drama do homem arrastado pela sede de viver e vencer e a desilusão e o fracasso dela decorrentes.”  Não será exagero acrescentar que esboçou o naufrágio do indivíduo preso no american dream e na sociedade capitalista.

Leave a Reply