Hoje, na Reitoria da Universidade de Lisboa, Barata-Moura apresenta livro de Galopim de Carvalho

 

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José Barata-Moura, antigo reitor da Universidade de Lisboa, apresenta amanhã, 25 de Setembro, o novo livro do geólogo A. M. Galopim de Carvalho, Evolução do Pensamento Geológico – Nos Contextos Filosófico, Religioso, Social e Político da Europa. A sessão de lançamento decorre pelas 18:30 horas, na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa.

 Nesta obra, A. M. Galopim de Carvalho presta tributo aos que, desde a Antiguidade, pedra sobre pedra, ergueram «o maravilhoso edifício que alberga as ciências da Terra». Ao evocar filósofos, astrónomos, geógrafos, naturalistas que implementaram as bases para a construção da Geologia, foi se deparando com o debate entre o saber científico, racional, e o das crenças associadas às tradições religiosas, ou de outra natureza, «numa competição que só começou a esbater-se com a vitória do liberalismo». Nas palavras do professor A. M. Galopim de Carvalho, «a geologia foi um dos domínios do conhecimento científico cuja competição e cujos conflitos com a religião, em particular com a Igreja Católica, foram mais graves e violentos» (p. 13).

 A esmagadora maioria das pessoas invocadas na obra Evolução do Pensamento Geológico são homens, o que «deve-se unicamente à condição de inferioridade imposta no passado às mulheres, a quem o ensino era praticamente vedado». Com algumas excepções – como as sociedades dominadas por fundamentalistas islâmicos –, «o século XX acabou com essa indignidade e, assim, são muitas as mulheres, hoje tantas ou mais do que os homens, que ocupam os bancos e as cátedras das universidades e participam, a todos os níveis, na investigação científica e tecnológica» (p. 28).

 O livro, prefaciado por Rosalia Vargas, directora do Pavilhão do Conhecimento e presidente da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, é editado pela Âncora Editora, com o apoio da Ciência Viva.

 M. Galopim de Carvalho nasceu em Évora, em 1931. É doutorado em Sedimentologia pela Universidade de Paris, e em Geologia pela Universidade de Lisboa, tendo leccionado na Faculdade de Ciências desta universidade de 1961 a 2001, ano em que se jubilou como professor catedrático. Leccionou, igualmente, em Geografia, na Faculdade de Letras da mesma universidade, de 1965 a 1981.

É autor de vasta bibliografia científica, de divulgação e de ficção. Para além de ter assinado cerca de 300 títulos (entre artigos científicos, de divulgação científica e de opinião), tem participado em inúmeras conferências, colóquios e debates por todo o país e no estrangeiro.

No domínio da investigação científica, destaca-se o trabalho no binómio Geomorfologia e Sedimentologia das Bacias Cenozóicas, a colaboração com os Serviços Geológicos de Portugal, em cartografia geológica, e com o Serviço de Fomento Mineiro, na prospecção e estudo dos recursos nacionais em matérias-primas minerais não metálicas, nomeadamente, areias e argilas especiais.

Dirigiu o Museu Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências de Lisboa, de 1983 a 1992, e o Museu Nacional de História Natural, de 1992 a 2003, onde foi o mentor e responsável científico de sucessivos projectos de investigação nas áreas da Geologia Marinha e da Paleontologia dos Dinossáurios. Actualmente continua a trabalhar na divulgação, salvaguarda e valorização do património geológico nacional.

É patrono do Agrupamento de Jardins-de-Infância e Escolas Professor Galopim de Carvalho, em Queluz. Concebeu e participou na concretização do Museu do Quartzo, em Viseu, oficialmente designado por Centro de Interpretação Galopim de Carvalho.

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