OBAMA GANHOU O PRÉMIO NOBEL DA PAZ PELA SUA VISÃO SOBRE O DESARMAMENTO. AGORA OPTA POR AUMENTAR AS DESPESAS COM AS ARMAS NUCLEARES – LIBERTY EQUALITY FRATERNITY AND TREES

Pela sua oportunidade, intercalamos este texto entre o primeiro e o segundo seleccionados por Júlio Marques Mota, de análise das políticas que Barack Obama vem desenvolvendo. 

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 Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

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Obama ganhou o Prémio Nobel da Paz pela sua visão sobre o desarmamento mas optou por aumentar  a despesa na produção de armas nucleares.

Liberty Equality Fraternity and TreesFollow, Obama Wins Nobel Prize for Disarmament Vision, Opts to Increase Nuke Spending Instead

Daily Kos, News, Community, Action, 22 de Setembro de 2014

Estandarte 

Eu quero relacionar duas peças nesta manhã.

Primeiramente, vamos fazer uma viagem no tempo e recordar , o que é que a imprensa disse há cerca de  5 anos atrás, exactamente, e ler o comunicado de imprensa anunciando que  Obama foi  o vencedor do Nobel da paz:

“O Comitê norueguês do Nobel decidiu que o Nobel da paz de 2009 seria  concedido ao Presidente Barack Obama pelos seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos. O Comité dedica  importância especial pela a visão de Obama e pelo seu trabalho por  um mundo sem armas nucleares.

Obama como Presidente criou um novo clima na política internacional. A diplomacia multilateral recuperou uma posição central, com ênfase no papel que as Nações Unidas e outras instituições internacionais podem realizar. O diálogo e as negociações são a sua preferência  como instrumentos para resolver até mesmo os mais difíceis conflitos internacionais. A visão de um mundo livre de armas nucleares estimulou poderosamente o desarmamento e as negociações sobre  o controle de armas”.

Isto foi escrito há quase cinco anos. Vejamos o que nos diz hoje o New York Times.

“U.S. Ramping Up Major Renewal in Nuclear Arms”

KANSAS CITY, Mo. —“Crescente produção e renovação das principais unidades de fabrico de armas nucleares

KANSAS CITY, mo — Uma nova unidade fabril  estende-se  e alarga-se no  Kansas City sobre um campo de soja e é nela que se fazem as entranhas  mecânicas das  ogivas nucleares dos Estados Unidos. Maior do que o Pentágono, cheio de engrenagens  futuristas e de milhares de trabalhadores, a fábrica, inaugurada  no mês passado, moderniza as velhas armas nucleares  que os Estados Unidos podem  disparar a partir de bombardeiros, mísseis e submarinos.

É parte de uma vaga  nacional de revitalização atómica que inclui planos para uma nova geração de lançadores de material atómico. Um recente estudo federal coloca o preço colectivamente a ser pago em cerca de  um milhão de milhões  durante as próximas três décadas.

Esta expansão está a realizar sob o comando de um presidente que fez campanha para “um mundo livre de armas nucleares” e fez do desarmamento um objectivo principal da política de Defesa americana. A ideia original era de que a modesta reconstrução do complexo nuclear nacional em ruínas aceleraria a renovação da produção  de armamento, aumentando a confiança na fiabilidade do arsenal e abrindo o caminho para novos Tratados que reduziriam  significativamente o número de ogivas nucleares.

Em vez disso, por causa de acordos políticos e das crises geopolíticas, a Administração Obama está empenhada  numa extensa reconstrução da produção de armas nucleares enquanto vai obtendo  somente reduções modestas armas em troca.

Supporters of arms control, as well as some of President Obama’s closest advisers, say their hopes for the president’s vision have turned to baffled disappointment as the modernization of nuclear capabilities has become an end unto itself.

Os defensores do controle de armas, bem como alguns dos conselheiros mais próximos do Presidente Obama, falam-nos das suas esperanças de que a visão do Presidente se transforme numa enorme decepção e que a modernização das instalações nucleares  se torne  um fim em si-mesmo.

“Muita coisa é difícil de explicar,” disse Sam Nunn, o antigo senador cujos escritos sobre o desarmamento nuclear influenciaram profundamente. Obama. “A  visão do  Presidente sofreu uma mudança significativa na sua direcção. Mas o processo preservou o status quo.”

Com a Rússia em pé de guerra, a China a pressionar com as suas próprias reivindicações territoriais e o Paquistão a expandir o seu arsenal, as chances globais para o legado de  Obama quanto ao  desarmamento parece cada vez mais pequeno, dizem os analistas. O Congresso está menos  interessado  nas reduções atómicas do que no olhar duramente a escalada do  confronto de Washington com Moscovo.

Com a abertura de relatórios  classificados relatórios no Congresso, Obama expôs os  seus planos de renovação  atómica, que o Congressional Budget Office agora estima que custará cerca de US $ 355 mil milhões de dólares na próxima década. Mas isso é apenas  o começo. O preço vai subir uma vez que a seguir a estes  10 anos a existência  de mísseis,  bombardeiros e submarinos feitos no século passado a chegarem ao fim  levará à sua substituição pela produção de  novas peças, o que fará então subir aquele valor. .

“É onde está todo esse dinheiro,”  questionou no ano passado Ashton B. Carter, o antigo vice-secretário de defesa. “Por comparação, tudo o que estamos a fazer  é agora mais barato que antes.

(Emphasis added)

As the chart included in the article shows, although spending on nuclear weapons dipped in Obama’s early years, it has now surpassed Bush era levels.

Como se  mostra no gráfico abaixo, embora as despesas com o armamento nuclear tenha descido nos primeiros anos da era Obama, este, agora,  já ultrapassou os níveis da era de Bush.

 Gastos com armas nucleares

E a pergunta fica: Obama é um pacifista ou um belicista?

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Ver o original em:

http://www.dailykos.com/story/2014/09/22/1331509/-Obama-Wins-Nobel-Prize-for-Disarmament-Vision-Opts-to-Increase-Nuke-Spending-Instead

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