2014: ANO EUROPEU DO CÉREBRO E DAS DOENÇAS MENTAIS – CONSEQUÊNCIAS DE SER VÍTIMA DE BULLYING por clara Castilho

ano europeu saude mental 5

Decorre o Ano Europeu do Cérebro e das Doenças Mentais escolhido pelo Parlamento Europeu, considerando que se trata de um problema que poderá ter causas e tentativas de intervenção comuns a alguns países da Europa. Continuamos a reflectir sobre o assunto.

Onde foi assinalado do Dia Mundial da Prevenção do Bullying. Nas escolas a campanha foi: “Vamos todos juntos combater o bullying, cyberbullying,ódio, racismo e a homofobia ! Nas escolas, no trabalho, e nas páginas das redes sociais. Em qualquer lugar, não necessariamente nas escolas, basta usar uma t-shirt azul para que ninguém esqueça a importância de prevenirmos o bullying”.

 bu

Mas afinal o que acontece quando falamos em bullying? É visível através de num conjunto de comportamentos agressivos, intencionais, continuados e repetitivos, levados a cabo por um ou mais alunos contra outro ou outros. Trata-se de uma violência gratuita, não resultando em consequência de qualquer tipo de agressão ou ameaça prévia.

É uma forma de pressão social que acarreta muitos traumas na vida dos alunos que diariamente convivem com esta realidade. Podem ser insultos, piadas, gozações, apelidos cruéis, ridicularizações, entre outros . Pode ser de uma forma directa e física: ameaçar, bater, empurrar, pontapear, pregar rasteiras, roubar ou estragar objectos, extorquir dinheiro, assediar sexualmente, obrigar a realizar tarefas contra a sua vontade. Podem ser de uma forma directa e verbal: gozar, chamar nomes, pôr alcunhas depreciativas, interrogar em modo desafiante e ameaçador, fazer comentários racistas ou que salientam qualquer diferença, fraqueza ou deficiência dos colegas.  Pode ser de formas indirectas: excluir sistematicamente alguém do grupo ou das actividades, ameaçar com frequência a perda da amizade ou a exclusão do grupo de pares, espalhar boatos e/ou rumores pejorativos.

Um estudo da Unicef revelou que 37% dos adolescentes portugueses afirmaram já ter praticado bullying, nos seis meses anteriores ao estudo. Ora, este número está acima da média europeia (6% acima) e norte-americana, que se situa nos 31%, segundo o relatório “Escondido à vista de todos”.

Estudos levados a cabo com adultos que foram vítimas de bullying na infância, apontam para o facto de haver mais probabilidade de poderem vir a desenvolver distúrbios psicológicos. Sabemos casos de depressão, de suicídio, do encaminhar para dependências como forma de compensação.

Várias acções de sensibilização já ocorreram nas escolas, no sentido preventivo, tentando impedir as consequências nas crianças e jovens vítimas. Hoje, põe-se em questão se ir “dizer” o que está bem e o que está mal, tem algum efeito. À partidas as crianças sabem-no. Será muito mais eficaz desenvolver a capacidade de empatia, através de jogos de role-playing, por exemplo, mostrar que unidos conseguem vencer os agressores.

Mas também temos que pensar nos agressores, que são crianças/jovens que, para o serem, também não estão bem e precisam de apoio.

 

Leave a Reply