A sociedade em que vivemos, articula-se por estranhas arquiteturas nem sempre fáceis de decifrar. Às vezes dá a ideia de que se vive permanentemente num imenso palco do teatro ou do cinema, mas se repararmos bem isso não corresponde à verdade. E porquê? Porque se os troca tintas, se distinguissem pela sua capacidade de se camuflar, como os atores, todos saberiam que eles não são o que fingem ser.
Esta sensação não é de agora e o poeta popular António Aleixo, retratou-a muito bem quando disse que “sei que pareço um ladrão, mas há muitos que eu conheço, que não parecendo o que são, são aquilo que eu pareço”.
Os dissimuladores, dizem que a dissimulação não é fraude. Mas verdade se diga que é uma maneira de não mostrar as coisas como são. Seguir-se uma pessoa que se mostra uma coisa e é outra, não tem dado bom resultado.
Porém e apesar dos meios de comunicação e especialmente as redes sociais, porem como nunca a nu os dissimuladores, em politica as pessoas acabam por optar não pelo que dissimula menos, mas pelo que se opõe ao que está no poder. Isto é não se escolhe para dar vitória a um. Escolhe-se o que está em melhores condições de derrotar o outro.
E assim se elege não aquele em que se confia, mas o que parece criar a esperança de ser diferente do outro.
Assim há quem já nem se preocupe em saber o nome do político em quem se vai votar. É no outro. Ponto final!
Com tão pouca convicção, daqui a pouco ouviremos referir que se tomam as decisões só com metade do cérebro. Essa metade disponibiliza-se para acreditar que a maneira de proceder foi boa. Mas porque como dissemos no início, a sociedade se articula por estranhas arquiteturas, o seguro morreu de velho e o Prudêncio foi ao seu enterro, deixa-se a outra metade, para o caso de se vir a dar o contrário.
“…. E assim se elege não aquele em que se confia, mas o que parece criar a esperança de ser diferente do outro.”frase excelente a caracterizar o que vai acontecer nas próximas eleições.
“…. E assim se elege não aquele em que se confia, mas o que parece criar a esperança de ser diferente do outro.”frase excelente a caracterizar o que vai acontecer nas próximas eleições.
Maria