UM MUNDO SÓ PARA SI – por António Mão de Ferro

 

 

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“Adeus mundo cada vez pior” diz o povo e isso parece conformá-lo. Essa maneira de pensar dificulta os processos de mudança, prepara para o pior e vai contribuindo para que se aceite sem protestar aquilo que as circunstancias forem ditando!

 Aos poucos está-se a mudar os comportamentos, com fraca intervenção dos sistemas  educativos.  A vida cada vez se assemelha mais a cenas onde se representam aparências enganosas e onde cada assistente deseja  seguir e admirar histórias diferentes, pois aquilo que é habitual, mesmo que espetacular, já não admira ninguém e só as situações insólitas, provocam estímulos!

 O modo como se estão a relativizar as coisas e o conformismo que se está a gerar perante os acontecimentos, pode levar as pessoas, porque não, a ponderarem a hipótese de inventarem a história de um outro mundo que exista só no seu pensamento.

 Ao fazê-lo a pessoa torna-se dona e senhora desse mundo. Nele pode dar largas à sua imaginação, formar caleidoscópios de milhares de matizes e viver de acordo com o que idealizou. Pensar que o sol quando aparece é para o homenagear a ele e fantasiar que o sol não é para todos. É só para ele!

 Nesse caso as coisas que acontecem no seu mundo, não vão além das suas capacidades de suportar as dificuldades do dia a dia  a que tinha de se sujeitar no outro mundo, em que até há pouco vivia.

 Pode ser feliz durante algum tempo, mas porque o seu pequeno mundo está à merece dos outros eles acabarão por o dizimar. Terá então de regressar ao outro que deixou. Ao fazê-lo a confusão será ainda maior!

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