DIA 20 DE OUTUBRO, DIA DA PARALISIA CEREBRAL por clara castilho

9349741_b7nUl

Lembremos que temos em Portugal mais de 20 mil indivíduos com paralisia cerebral. Falemos da Federação das AssociaçõesPortuguesas de Paralisia Cerebral, que reúne hoje 16 associadas.

imagesCALDFXJQ

No seu site podemos ler:

“Na origem da Federação está a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral que foi fundada em Lisboa, por um grupo de Pais e Técnicos, no ano de 1960, como Instituição Particular de Solidariedade Social, de e para Deficientes, integrada por Pessoas com deficiência, Pais, Amigos e Técnicos, com aprovação dos Estatutos em 27 d Julho de 1960 e publicação em Diário do Governo Nº 179 – III Série, de 2 de Agosto de 1960

Tem vindo a desenvolver a sua ação em todo o território português, através dos Núcleos Regionais do Sul (Lisboa), Norte (Porto), Centro (Coimbra), Viseu, Faro, Vila Real, Braga, Évora, Guimarães, Madeira, Alentejo Litoral (Odemira), Leiria, Viana do Castelo, e Castelo Branco, e Centro de Paralisia Cerebral de Beja.

Os Núcleos Regionais da APPC, a partir de 2006 constituíram-se em Associações com personalidade jurídica, tendo sido criada em 4 de Maio de 2006 a Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral – FAPPC.

Principais objetivos:

  • Sensibilizar a opinião pública para a problemática da Paralisia Cerebral, sua prevenção e necessidade de deteção e intervenção precoces;

  • Defender o direito à reabilitação da criança, jovem e adulto com Paralisia Cerebral através do desenvolvimento máximo das suas capacidades, e o direito às ajudas técnicas essenciais à melhoria da sua funcionalidade e sua inclusão sócio familiar, escolar e profissional;

  • Defender o direito da Pessoa com deficiência, à educação, formação profissional e ao trabalho, bem como à sua realização afectiva e inclusão social com participação em igualdade de oportunidades;

  • Desenvolver atividades de recreação, desporto, cultura e lazer;

  • Fomentar a criação de unidades de apoio à Pessoa com grave incapacidade e dependente;

  • Desenvolver ações formação para técnicos, pais e cuidadores;

  • Fomentar a investigação e a especialização na área da Paralisia Cerebral

  • Promover a sua filiação em Associações congéneres nacionais e estrangeiras, e fomentar a troca de experiências a nível nacional e internacional.”

Foram programadas um conjunto de atividades que procuram ir ao encontro dos interes­ses e expetativas dos envolvidos nas comemo­rações do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, privilegiando a participação das crianças, jovens e adultos com paralisia cerebral, das suas famí­lias, dos profissionais e dirigentes associativos.  No Porto, na CASA DA MÚSICA, um espectáculo solidário com Camané e Mário Laginha, rapidamente esgotou as entradas,

Lembro que a Liga Portuguesa de Deficientes Motores (1956) foi criada sob o impulso do médio João dos Santos, associação que, um ano mais tarde criou a secção de Paralisia Cerebral que deu lugar ao primeiro Centro de Paralisia Cerebral em Portugal.

Sorriso da rita é um site que uma criança com paralisia cerebral (http://www.sorrisodarita.org/). Eis como ela se apresenta: “Eu sou a Rita, o meu nome completo é Ana Rita Bulhosa da Rocha Pereira. Nasci em Espinho em 17 de Dezembro de 1999, tenho portanto 13 anos. Na verdade eu era para ter nascido dois meses depois mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo, passei dez dias fechada numa incubadora e essa pressa toda fez com que me fosse diagnosticada paralisia cerebral. Dizem-me que foi por falta de oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar. Preciso de ajuda de uma canadianas. Passei agora para o oitavo ano e adoro escrever e contar histórias. Já agora quero que saibam que estou sempre a sorrir, há até uma associação que tem o meu nome, “O Sorriso da Rita”. Uso esta pagina de facebook para escrever tudo o que me apetece sobre o mundo que me rodeia.” Desta forma, podemos ir vendo como as suas preocupações são as mesmas de qualquer menina da sua idade. Precisa, sim, de um apoio mais individualizado. Que tem tido. O que se não pode dizer de todas as outras que frequentam as nossas escolas….em que os apoios da “inclusão” são cada vez menores!

 

 

Leave a Reply