Letra: Américo Cortez Pinto (1.ª quadra) e Popular (2.ª quadra)
Música: Fausto de Almeida Frazão (Quintanista de Medicina 1919-20)
Intérprete: Edmundo de Bettencourt* (in single 78 rpm “Menina e Moça / Fado da Sugestão”, Columbia, 1928; LP “Fados de Coimbra: Edmundo de Bettencourt”, EMI-VC, 1984; CD “Fados From Portugal: Volume 2 (1926-1930)”, Heritage, 1992; CD “Arquivos do Fado: Vol. II – Fado de Coimbra (1926-1930)”, Tradisom, 1994)
[instrumental]
Coimbra, menina e moça,
Roussinol de Bernardim,
Não há terra como a nossa,
Não há no mundo outra assim…
[instrumental]
Coimbra é de Portugal
Como a flor é do jardim,
Como a estrela é do céu,
Como a saudade é de mim.
[instrumental]
* Artur Paredes e Albano de Noronha – guitarras de Coimbra
Mário Faria da Fonseca – viola
Gravado no Palácio dos Carrancas (actual Museu Soares dos Reis), Porto, em Fevereiro de 1928
Fado da Sugestão
Letra: (?)
Música: Alexandre de Rezende (1886-1953)
Intérprete: Edmundo de Bettencourt* (in single 78 rpm “Menina e Moça / Fado da Sugestão”, Columbia, 1928; LP “Fados de Coimbra: Edmundo de Bettencourt”, EMI-VC, 1984; CD “Fados From Portugal: Volume 2 (1926-1930)”, Heritage, 1992; CD “Arquivos do Fado: Vol. II – Fado de Coimbra (1926-1930)”, Tradisom, 1994)
[instrumental]
Não digas “não”, dize “sim”,
Muito embora amor não sintas,
Que um “não” envenena a gente;
Dize “sim” inda que mintas.
[instrumental]
Não digas “não”, dize “sim”,
Sê ao menos a primeira;
Falta-me embora à verdade,
Não sejas tão verdadeira.
* Artur Paredes e Albano de Noronha – guitarras de Coimbra
Mário Faria da Fonseca – viola
Gravado no Palácio dos Carrancas (actual Museu Soares dos Reis), Porto, em Fevereiro de 1928
Samaritana
Letra e música: Álvaro Cabral (1865-1918)
Intérprete: Edmundo de Bettencourt* (in single 78 rpm “Samaritana / Canção do Alentejo”, Columbia, 1928; LP “Fados de Coimbra: Edmundo de Bettencourt”, EMI-VC, 1984; CD “Fado de Coimbra: Vol. 1”, col. Um Século de Fado, Ediclube, 1999)
[instrumental]
Dos amores do Redentor
Não reza a História Sagrada
Mas diz uma lenda encantada
Que o bom Jesus sofreu de amor.
Sofreu consigo e calou
Sua paixão divinal,
Assim como qualquer mortal
Que um dia de amor palpitou.
Samaritana,
Plebeia de Sicar,
Alguém espreitando
Te viu Jesus beijar
De tarde quando
Foste encontrá-lo só,
Morto de sede
Junto à fonte de Jacob.
E tu, risonha, acolheste
O beijo que te encantou;
Serena, empalideceste
E Jesus Cristo corou.
Corou por ver quanta luz
Irradiava da tua fronte,
Quando disseste: – Ó Meu Jesus,
Que bem eu fiz, Senhor, em vir à fonte!
Samaritana,
Plebeia de Sicar,
Alguém espreitando
Te viu Jesus beijar
De tarde quando
Foste encontrá-lo só,
Morto de sede
Junto à fonte de Jacob.
Nota: Sicar é, provavelmente, a antiga Siquém (em hebraico, Sichara), ou a actual aldeia de Askar, quase ao pé do Monte Ebal, próximo do Poço de Jacob. (cit. José Anjos de Carvalho)
* Artur Paredes e Albano de Noronha – guitarras de Coimbra
Mário Faria da Fonseca – viola
Gravado no Palácio dos Carrancas (actual Museu Soares dos Reis), Porto, em Fevereiro de 1928
Canção do Alentejo
Letra e música: Popular
Intérprete: Edmundo de Bettencourt* (in single 78 rpm “Samaritana / Canção do Alentejo”, Columbia, 1928; CD “Fados From Portugal: Volume 2 (1926-1930)”, Heritage, 1992; CD “Arquivos do Fado: Vol. II – Fado de Coimbra (1926-1930)”, Tradisom, 1994)
[instrumental]
Lá vai Serpa, lá vai Moura
(Ai) E as Pias ficam no meio;
Quem vier à minha terra
(Ai) Não tem de que ter receio.
[instrumental]
Teus olhos, linda morena,
(Ai) Fazem-m’a alma sombria;
Quero-te mais, ó morena,
(Ai) Do que à luz de cada dia.
* Artur Paredes e Albano de Noronha – guitarras de Coimbra
Mário Faria da Fonseca – viola
Gravado no Palácio dos Carrancas (actual Museu Soares dos Reis), Porto, em Fevereiro de 1928