NAU CATRINETA – do ROMANCEIRO TRADICIONAL DO DISTRITO DE BEJA

Imagem1

NAU CATRINETA

 

Fui buscar esta versão à edição do Romanceiro Tradicional do Distrito de Beja, de 1988, organizada por Ana Maria Martins e Pere Ferré, incluída nos Novos Inquéritos, um amplo conjunto de recolhas, e estudos e outras actividades promovidas pelo Instituto Português de Artes e Tradições Populares, da Real Sociedade Arqueológica Lusitana, no âmbito do Romanceiro Tradicional. Para além desta entidade, também a Universidad Complutense de Madrid – Seminário Menéndez Pidal patrocinou esta edição de 1988. A versão tem no volume o número 78. Foi recolhida em 1988 por Pere Ferré  em Barrancos, recitada por Tomásia Alves Mendes, de 83 anos.

 

 

Lá vem a Nau Catrineta que aún tem muito que contar

ouvi agora, senhores, uma história de pasmar.

Passava mais de um ano e três dias [………………………..]

não tinham que comer, já não tinham que manjar.

Deitaram sorte à ventura para o último deles lançar,

logo foi cair a sorte ao capitão-general.

– Acima, acima, gajeiro, acima ao tope geral,

vê se vês terras de Espanha e enxergas areais de Portugal?

– Não vejo terras de Espanha, nem areias de Portugal,

vejo sete espadas nuas que estão para te matar.

Quatro anjos o apanharam para com eles o levar.

Leave a Reply