EDITORIAL- ESTUDANTES AMARFANHADOS?

Já aqui se falou dos ditos de Angela Merkel quanto ao número demasiado elevado logo editorialde licenciados em Portugal. São públicas as estatísticas que contrariam as suas afirmações, pois essa percentagem está bem abaixo da média europeia e da média da própria Alemanha. Acontece que vai ao encontro do entendimento para a cooperação entre os dois países na área do ensino profissional, apostando num ensino que permita aos jovens uma “entrada mais rápida para uma profissão” e a introdução de um sistema dual de formação profissional, tal como existe na Alemanha. Selecção logo à partida, está visto.

Por estas e por outras, vemos uma grande passividade por parte dos estudantes. Comem e calam?

Depois do diretor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) ter exercido censura sobre uma das publicações da Universidade de Lisboa por conter “linguagem ofensiva”, através de fotografias de frases que cobrem alguns muros da cidade de Lisboa, não se ouviram os estudantes a pronunciarem-se e a tomarem posição. Indiferentes?

Depois de a Direcção da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra ter impedido o debate promovido pelos alunos, entre Pedro Mexia e Rui Tavares, sobre o tema “Haverá espaço para as ideologias no mundo actual?”, não se viu uma reacção em cadeia. O debate fez-se noutro local mas não se agiu pondo em questão a legitimidade destas decisões.

Resumindo: quem dirige universidades impõe a sua ideologia e não se discute. Até quando?

 

 

 

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