GERIR A FORMAÇÃO – por António Mão de Ferro

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Fazer formação a partir de princípios teóricos e conceitos abstratos, esquecendo a realidade vivida por aqueles a quem se destina, é passar ao lado dos seus interesses, aspirações e necessidades.Por isso a conceção e gestão do processo formativo requer e reclama cada vez mais “profissionalismo” e “arte” e, porque não dizê-lo, dedicação e empenho.

 

As novas formas de organização do trabalho, as novas exigências em termos de produtividade e competitividade decorrentes da globalização, os avanços técnicos e tecnológicos, são apenas alguns dos aspetos que estão na origem das mudanças contínuas a que as organizações estão sujeitas e para as quais é preciso estar atento e onde a formação pode ter um papel decisivo. Mas para que as empresas não percam o comboio é necessária uma boa gestão da formação.

 

A função de gestão da formação sempre foi considerada como uma das tarefas mais complexas no domínio formativo. Não tanto pela complexidade das tarefas a realizar, mas pelo “engenho e arte”, pela necessidade de se saber onde se pretende chegar e conciliar a filosofia e estratégia da organização, as prioridades e os condicionalismos, os recursos necessários com os disponíveis, sem esquecer a definição de prioridades, a análise dos condicionalismos, a realidade dos diversos profissionais e as suas aspirações e motivações.

 “A otimização do potencial formativo dos contextos de trabalho passa, em termos de formação, pela criação de dispositivos e dinâmicas formativas que facilitem a transformação das experiências vividas no quotidiano profissional em aprendizagens, a partir de um processo auto formativo marcado pela reflexão e a pesquisa, a nível individual e coletivo.

É a articulação entre novos modos de organizar o trabalho e novos modos de organizar a formação (centrada no contexto organizacional), que facilita e torna possível a produção simultânea de mudanças individuais e coletivas. Mas porque nem todo o saber está no grupo, é preciso estar aberto ao exterior e organizar sessões de formação com profissionais externos que estimulem o aparecimento de novas ideias que conjugadas com o modo de pensar sentir e agir de uma comunidade de trabalho podem levar à obtenção de melhores resultados

 

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