Nada degrada/corrompe tanto a sociedade humana, os povos, como o farisaísmo/a hipocrisia. Apenas a riqueza acumulada/concentrada se lhe iguala. Quem mais profundamente vê todo o seu poder destruidor da alma/identidade dos povos, é Jesus Nazaré, o fiho de Maria, o grande desconhecido dos povos da terra. Pior, o grande rejeitado, cujo nome nem sequer pode ser pronunciado, segundo decisão/determinação unânime e irrevogável de todos os agentes históricos do Grande Poder, nos três rostos-máscaras – o religioso-eclesiástico, o político-partidário, o económico-financeiro – com os quais/as quais ele sempre se apresenta aos povos, cujos têm-no como divino, porventura, o próprio Deus, ao qual obedecem, dão as filhas, os filhos, pagam os impostos, servem com dedicação, até, ao risco da própria vida. Há dois mil anos que o Cristianismo, fundado com o objectivo de furiosamente esconder/excluir Jesus e o seu Projecto político maiêutico de sociedade, do ADN dos povos, tem sido incansável nessa missão para que nasceu, de lhes impor Cristo ou Jesuscristo, como sinónimo de Jesus, quando é o seu antónimo. O que perfaz a Mentira, o Assassínio, o Latrocínio por antonomásia na história! Ora, é precisamente este Jesus negado/rejeitado que, perante os praticantes do farisaísmo, da hipocrisia, da riqueza acumulada/concentrada, chega a pronunciar a fortíssima interjeição, “Ai de vós!”. Nunca como hoje, o farisaísmo, a hipocrisia, a riqueza acumulada/concentrada, teve tantos praticantes e candidatos a praticantes. Mas também nunca como hoje, a sociedade humana desceu tão fundo na degradação/corrupção/desumanização. Creio não andar longe, da verdade, se lhes disser que a atribuição/entrega anual de prémios Nobel a seres humanos que, para cúmulo, os aceitam, vão receber, constitui o cúmulo do farisaísmo, da hipocrisia, da riqueza acumulada/concentrada. Vejam, por exemplo, o caso do Nobel da Paz. Fazem toda aquela celebração litúrgica laica, ao mesmo tempo que instigam/prosseguem criminosas guerras em múltiplas frentes. Conseguimos ver, via tv, tudo aquilo, sem sentir vómitos? Ai de nós, então!