CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – DO NOBEL DA PAZ, AO MASSACRE NA ESCOLA – por Mário de Oliveira

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Vêem para que servem os Prémios Nobel da Paz? O deste ano, que distinguiu Malala, a adolescente paquistanesa, criminosamente, utilizada, num demencial golpe publicitário contra os fánáticos Taliban, acabou, para já, no massacre de 132 crianças-adolescentes de uma escola do seu país, consumado em vésperas do natal do solstício de inverno que o cristianismo imperial, na sua fome de domínio do mundo, transformou no natal do seu mítico menino-jesuscristo, guindado à categoria de deus-rei do universo! Será que nem assim acordamos, mudamos de ser, de Deus? Vamos continuar a insistir nas grandes encenações, em que somos peritos? Não vemos que elas culminam todas em grandes tragédias, assassinas da vida humana e da Mãe-Natureza que nos deu à luz, para cuidarmos dela, uns dos outros, não das deusas, dos deuses? Na origem de toda esta demência global, está o Religioso, reiteradamente criado/alimentado pelos nossos ancestrais medos, geradores de agressividade, hoje, cientificamente organizada/praticada uns contra os outros, contra a Mãe-Natureza, da qual somos o último elo, o único consciente. De tão cegos, nem sequer vemos que, ao sermos-agirmos assim, auto-agredimo-nos/auto-violamo-nos/auto-dominamo-nos, e uns aos outros? Para cúmulo, erguemos grandes cidades/impérios, tudo sobre a areia e pomos os poetas e os artistas, cortesãos do Poder, a cantar/perpetuar os nossos delírios, as nossas vaidades, os nossos vazios. Por fim, criamos o Deus-Dinheiro, a negação total e absoluta da realidade, o ser humano pleno e integral Jesus, e o seu Deus que nunca ninguém viu. O Cristianismo, com seus “ismos”, todos perversos, é o sistema-síntese de toda esta demência, hoje global. Será que nem este horrendo massacre de crianças-adolescentes, aliado ao facto de até as crianças, recusarem nascer neste tipo de mundo, nos leva a mudar de ser, de Deus? O natal do solstício de inverno 2014, a que urge regressarmos, é a grande oportunidade de, simultaneamente regressarmos à realidade/verdade que nos faz livres, sororais, reciprocamente, maiêuticos, outros Jesus! Regressemos!

17 Dezº 2014

 

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