Victor Willoughby é o 11º dos 120 médicos da Serra Leoa a morrer com ébola, durante o surto actual da epidemia, diz-nos uma notícia de The Guardian, que podem ler no link abaixo. Tinha 67 anos e pela notícia, concluímos que a sua falta vai ser enorme, até pelo apoio que dava aos colegas. Entretanto, já há tempos morreu o único virologista do país, Shek Humar Khan, também ele vítima do ébola. A doença teria sido detectada em Victor Willoughby há cerca de una semana. O governo da Serra Leoa pediu ao Canadá o envio muito especial de uma droga em curso de experimentação, que não chegou a tempo.
http://www.theguardian.com/world/2014/dec/19/ebola-sierra-leone-victory-willoughby
A Serra Leoa parece ser o país mais atacado pela epidemia, mas a Guiné-Conakry e a Libéria continuam também em situação grave. No Mali e no Gana também terão ocorrido casos. Os números da OMS – Organização Mundial de Saúde indicam que já ocorreram mais de 7300 mortes e que há mais de 19000 pessoas doentes, mas, sem alarmismos, pode-se considerar que a doença continua a avançar, e que os esforços desenvolvidos até agora são insuficientes. Sugerimos que cliquem neste segundo link:
http://pt.euronews.com/2014/12/22/ebola-continua-a-matar-na-africa-ocidental/
A comunidade internacional não tem actuado suficientemente neste assunto. Melhor dito, não tem actuado. A epidemia tem-se continuado a propagar-se naqueles países, e ninguém pode garantir que não se estenda a outros, apesar das barreiras levantadas. Inclusive, na Serra Leoa, parece estar a recrudescer. A presença do secretário-geral da ONU Ban Ki-Moon na zona é sem dúvida simpática, mas não parece estar a conseguir exercer a necessária pressão sobre quem pode ter actualmente uma intervenção significativa, as grandes potências e a grande indústria. É preciso que a solidariedade internacional se manifeste de modo mais visível e eficaz.

