Selecção, tradução e adaptação por Júlio Marques Mota
Três imagens do Reino Unido
Tejvan Pettinger, The Growth of Welfare Spending in the UK
Economics.Help, 6 de Fevereiro de 2013
1. O crescimento das despesas sociais no Reino Unido
Tejvan Pettinger, 6 de Fevereiro de 2013
As despesas sociais no Reino Unido são um tema muito controverso. Há um interesse político significativo e uma grande preocupação pública sobre o crescimento das despesas sociais nas últimas décadas. Em particular, há o medo de que o crescimento do Estado Previdência esteja a incentivar “uma cultura dependência”. Mas, de quanto é que as despesas sociais aumentaram actualmente? Somos nós realmente uma nação de gente que quer viver à custa dos outros ou é a extensão das despesas sociais que está exagerada? Um aspecto importante a ter em conta é o de que numa recessão se espera que a despesa de apoios sociais aumente necessariamente. Este é um ponto fundamental no Estado Previdência – o de fornecer um rendimento mínimo durante um período de desemprego temporário.
As despesas sociais incluem subsídios que o governo paga àqueles que ficam desempregados ou com muito baixos rendimentos. Incluem:
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Subsídios a quem anda à procura de emprego, subsídios de desemprego
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Apoios de rendimento às famílias
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Apoios na habitação
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Prestações de apoio familiar
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Subsídio de combustível no Inverno
Crescimento da Despesa com a Segurança Social
O governo pode argumentar que, sem uma acção forte já, a tendência será para haver aumentos insuportáveis na segurança social.
Desde 2001, a despesa com a Segurança Social aumentou de £57 mil milhões para £115 mil milhões. Contudo, o governo está a planear estabilizar a despesa com a Segurança Social em £115 mil milhões limitando o direito quer o acesso a estes benefícios quer o aumento nas valores pagos. O governo pode argumentar que sem uma acção firme e já, a tendência seria a de permitir aumentos sucessivamente crescentes nas despesas globais com a Segurança Social
Despesas com A Segurança Social em termos reais
Os dados para 2014 e 2015 são apenas estimativas e poderão ser diferentes.
Se nós olharmos para a despesa com a Segurança Social em termos reais (ajustado pela inflação), vemos pois que o crescimento é menos espectacular. Contudo, mesmo ajustado pela inflação, a despesa da Segurança Social aumentou de £34 mil milhões desde 2001.
Os gráficos para 2014 e 2015 são somente estimativas e poderão ser diferentes.
As despesas com a Segurança Social durante a recessão
Deve-se recordar que o crescimento mais acelerado das despesas com a Segurança Social ocorreu durante a profunda recessão, quando o desemprego disparou e os rendimentos reais caíram. Entre 2007 e 2010, as despesas com a Segurança Social aumentaram £20 mil milhões em apenas três anos. Mas, este é o que deve ser esperado. O Estado Previdência considera ser seu dever assegurar apoios sociais necessários durante os períodos de desemprego elevado. Este aumento deve ser considerado como cíclico. Se o desemprego cai, e os rendimentos reais aumentam, pós 2013, as despesas da segurança Social devem ser reduzidas.
Esta despesa cíclica da Segurança Social é um estabilizador orçamental automático. Numa recessão, os rendimentos caem, as despesas com a Segurança Social asseguram às pessoas um rendimento mínimo. Isto ajuda igualmente a impedir uma maior queda na procura agregada.
Despesas com a Segurança Social em % do PIB
O indicador mais significativo para a despesa da Segurança Social é calcular o peso destas mesmas despesas em relação ao PIB. Se o PIB está a aumentar, nós podemos ter recursos para poder gastar mais em pagamentos feitos pela Segurança Social e sem aumentar as taxas de tributação. Também, entre 2001 e 2012, a população britânica aumentou de quase 5 milhões. Consequentemente, os pagamentos da Segurança Social aumentaram per capita menos do que aumentou o total destas despesas.
Isto sugere que as despesas com a Segurança Social como % do PIB ficaram estabilizadas em 6% do PIB. Houve um aumento durante a recessão – o que deve ser esperado com as quedas do PIB e com os aumentos na Segurança Social a aumentarem automaticamente.
Os gráficos para 2014 e 2015 são estimativas.
Conclusão
As estatísticas tais como estas mostram-nos somente uma parte da história. Para compreender realmente a eficácia das despesas da Segurança Social precisamos de uma análise mais profunda sobre cada tipo de subsídio, como é gasto e como é que este é solicitado.
Isto ilustra a importância de estarmos conscientes das diferentes vias de analisar as mesmas estatísticas. Por exemplo, o Daily Mail poderia facilmente publicar um grande título (com uma imagem apropriada de algum imigrante a viver uma boa vida)
O “Estado de Bem-Estar está fora do controle quando a despesa com a Segurança Social dobra em 10 anos!”
Alternativamente, poder-se-ia dizer
Independentemente da resposta prevista durante a recessão, as despesas com a Segurança Social em % do PIB permanecem geríveis e ao mesmo nível de 6%
Colocar esta afirmação como um segundo título, à que agora acabamos de mostrar, provavelmente não levaria à venda de tantos jornais. Mas, ambas as afirmações são baseadas nos factos.
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Ver o original em:
http://www.economicshelp.org/blog/6810/economics/the-growth-of-welfare-spending-in-the-uk/






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