Selecção, tradução, adaptação e notas por Júlio Marques Mota
Três imagens do Reino Unido
Tejvan Pettinger, Why am I worse off?
Economics.Help, 16 de Dezembro de 2014
3. Porque é que estamos em pior situação
Tejvan Pettinger, 16 de Dezembro de 2014
Questão: Porque é que o custo de vida se mantêm a subir e os nossos salários não acompanham esta subida?
Nos últimos anos, muitas pessoas viram o custo de vida aumentar mais rapidamente do que os salários. Isto conduziu a uma queda dos salários reais – salários a aumentarem menos do que a inflação. Esta situação significa efectivamente que uma falta de dinheiro nos consumidores para comprarem os bens e serviços de que precisam, levando-se assim a uma diminuição nas condições de vida.
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O custo de vida mede o preço dos produtos e serviços que nós habitualmente compramos. Este aumento no custo de vida é medido pela taxa de inflação.
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Se a taxa de inflação é mais alta do que o crescimento do nosso salário nominal, então nós sofremos uma diminuição nos nossos salários reais. Nós estamos a ficar financeiramente em pior situação.
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A taca de inflação é mais elevada que a taxa de crescimento dos salários.
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A queda dos salários – a preços constantes – conduz à descida dos salários reais
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Impostos mais altos conduzem à queda dos salários reais, conduzindo a menos rendimento líquido disponível –rendimento disponível pós dedução dos impostos. Se, por exemplo, o salário aumentar de 2%, mas se o aumento dos impostos sobre o rendimento for de 4%, o rendimento líquido desce 2%.
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Custo de vida mais elevado conduz discricionariamente a menos rendimento. Se temos de gastar mais em produtos essenciais, tais como custos no aquecimento de inverno, em seguros e custos de transporte, pagamentos de juros – então a quantidade de dinheiro que nos fica disponível depois para gastar nos restantes bens e serviços diminui. Pode-se pois dizer que esta é uma descida arbitrária nos rendimentos (embora as pessoas possam utilizar a expressão rendimento disponível líquido). Além disso, as pessoas sentir-se-ão menos bem porque ficam com menos dinheiro para gastar.
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Mais baixos subsídios. Muitas pessoas de rendimentos reduzidos tais como os que recebem subsídio de desemprego, subsídio para a habitação ou o apoio monetário dependem destes mesmos apoios. Se estes apoios governamentais caiem ou se aumentam menos que a taxa de inflação então o rendimento real destas pessoas cai automaticamente. Isto é imediatamente visível porque estas pessoas vivem com rendimentos reduzidos e já se encontram com rendimentos limitados.
A queda dos salários reais é uma situação rara na Europa ocidental desde 1945. Tipicamente nós temos assistido ao crescimento económico e ao aumento dos rendimentos reais. As pessoas estão inequivocamente em melhor situação que há 50 anos antes. O gráfico abaixo mostra porém que desde 2008 deixou de haver aumento nas condições de vida e tem-se mesmo tornado temporariamente decrescente.
Os salários reais no Reino Unido
Esta é uma situação que se passa de modo semelhante em muitas outras economias desenvolvidas, tais como nos Estados Unidos e na Europa.
Razões para a queda dos salários reais
O crescimento económico negativo. Se há uma recessão – o que significa uma queda do PIB real – os rendimentos médios provavelmente irão cair. As empresas cortarão nos salários e / ou cortam mesmo no volume de emprego, nos postos de trabalho, e haverá portanto, um declínio na qualidade de vida.
No entanto, nós também podemos ver a queda dos salários reais durante uma situação de crescimento económico. Uma característica interessante desta retoma económica é que apesar do crescimento económico (aumento do PIB real), o rendimento real ainda continua a descer. Como é que os rendimentos reais caem quando há crescimento económico positivo?
Um dos factores pode ser:
As empresas pagam como salários uma percentagem menor das suas receitas. Em vez disso, em vez de pagarem salários condignos, elas poderiam poupar nestes custos e darem mais dividendos aos accionistas.
Este gráfico mostra que nas economias desenvolvidas, os salários aumentaram sim, mas a um ritmo mais lento do que o da produtividade
(continua)
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Ver o artigo de Tejvan Pettinger em:
http://www.economicshelp.org/blog/12396/labour-markets/why-am-i-worse-off/






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