Arquitectura para todos: trabalhar mais com aqueles que não podem pagar, é o lema do ateliermob, que conta com a colaboração de 10 arquitectos que apostam em trabalhar com 99% das pessoas que não têm capacidade para pagar serviços de arquitectura.
O ateliermob é uma plataforma multidisciplinar de desenvolvimento de ideias, investigação e projectos nas áreas da arquitectura, design e urbanismo. A empresa foi constituída em 2005, em Lisboa, como consequência de vários trabalhos realizados em parceria pelos seus sócios fundadores. O ateliermob tem vindo a desenvolver projectos de várias escalas e tipologias, para entidades públicas e privadas. Em paralelo, tem desenvolvido algum trabalho de investigação de suporte à prática projectual, um blogue de arquitectura, design, urbanismo e diversas participações em concursos nacionais e internacionais.
Referenciado em diversas publicações nacionais e internacionais, realizou conferências em Lisboa, Porto, Coimbra, Barcelona, Montpellier, Toronto, Vaduz e Cluj e obteve algumas classificações e prémios de referência das quais se destacam o 1º Prémio no Concurso internacional Future Cities, Planning for the 90 per cent [2012], o 2º Prémio no “Premio di Architettura F. L. Catel”, concurso internacional para Esquilino, Roma – Itália[2011], várias menções honrosas e selecções para prémios. Neste momento estão nomeados para o Prémio Iakov Chernikhov para arquitectos com menos de 44 anos foi considerado pela revista “Abitare” como o mais prestigiado prémio mundial para as novas gerações de arquitectos. Este prémio, atribuído bianualmente desde 2006, procura apoiar a actividade experimental, conceptual e visionária entre as novas gerações e nunca foi ganho por um atelier português.

Lembramos também as três jovens arquitetas portuguesas que venceram um concurso internacional ao realizar um projeto de abrigos para os refugiados na Síria, que esteve em exposição na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, em Dezembro. São elas Ângela Pinto, Joana Lacerda e Carla Pereira. Face ao desemprego, frequentaram um curso promovido pela Open Online Academy, dedicado a abrigos em locais de emergência, para vítimas de guerras ou desastres naturais. Viram o seu trabalho final ir a concurso. Tiveram em conta que na Síria, há os dois climas, frio e quente e que deveria ficar mais pequeno no inverno para concentrar o calor, e alargar-se para o exterior nas temperaturas mais quentes. Utiliza materiais pré-fabricados que possibilitam a fácil construção do abrigo que terá no seu exterior uma grelha, de forma a possibilitar a personalização de acordo com quem nela se encontra. Pensam que “A arquitetura deve ser, acima de tudo, um meio para promover a dignidade humana, e que a essência reside mais nas causas do que propriamente nos interesses económicos que assombram a profissão”.
