A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Que fique claro que a posição de A Viagem dos Argonautas quanto ao criminoso massacre de Paris é de total e inequívoco repúdio. Uma religião que produz fanáticos incapazes de pensar com as suas cabeças, transformados em impiedosas máquinas assassinas, é uma aberração, um fantasma vindo das trevas da história. E, ao punir com a morte desenhos satíricos, demonstra uma imensa fragilidade, uma forma de impor sem discussão o seu credo. O integrismo é uma forma de impedir raciocínios, uma barreira à inteligência, uma forma de os estúpidos vencerem os que são capazes de pensar. Mas o integrismo islâmico não é o único a desmentir milénios de civilização.
A argonauta Manuela Degerine, envia-nos de Paris o seguinte esclarecimento: « Convidado de uma emissão de “Canal Plus”, “Le Petit Journal, no dia 7 de janeiro, o médico Patrick Pelloux (também cronista de “Charlie Hebdo”) disse que Charb – e não Wolinski – fez aos islamistas um manguito. Não explicou se o soube através de um dos sobreviventes. Patrick Pelloux encontrava-se perto e foi portanto uma das primeiras pessoas a chegar ao jornal depois do massacre. » Agradecemos o esclarecimento . De duas fontes, tínhamos recebido a informação de que fora Georges Wolinsky a fazer o manguito, mas esta informação da nossa colaboradora, é, por certo, mais consistente do que as duas anteriores – baseadas no «diz-se que» No essencial, mantemos o conteúdo deste editorial, cujo título deveria ser «O manguito de Charb».