AUSCHWITZ: POR QUANTO TEMPO MAIS? – por Mário de Oliveira

quotidiano1

 O cristianismo dominante na Europa, desde Constantino (séc. IV), é o pai de Auschwitz. Hítler, com os seus sinistros anjos da morte, é cristão e chega ao poder na Alemanha, via eleições. Tem com ele, a hierarquia da igreja. É também da Alemanha que vem Lutero, tido como o grande reformador do cristianismo romano. Não vende indulgências. Faz pior. Promove a bênção de Deus, o enriquecimento de alguns, poucos, enquanto sanciona como castigo de Deus a conseqquente pobreza de todos os demais. Quando foi preciso fazer parar o levantamento dos camponeses que reinvincavam justiça aos príncipes que se tinham como os donos da terra, o que lhes recomenda, pelo menos, admite, é o massacre dos camponeses. O Holocausto nazi não é um filme de terror de mau gosto. É a realidade histórica mais crua, cruel que o cristianismo produziu no coração da Europa. Desde há 70 anos, cada hoje europeu, ocidental, mundial, é sempre o dia seguinte ao inominável massacre dos judeus e outros “impuros”. Hitler, com os seus anjos da morte, sabe bem o que faz. Quantos, como ele, renunciam a ser humanos, para serem poder, sabem bem o que fazem. Com o apoio activo de cientistas e das massas. Arrancam das populações as suas mentes cordiais e transformam-nas em outras tantas granadas, prontas a rebentar, lá, onde proporcionarem maior número de vítimas. O cristianismo é intrinsecamente sacrificial. O seu Deus – hoje, o senhor Dinheiro – é de apetite devorador. Só se alimenta de vítimas. Ninguém está livre de lhe ser sacrificado. Há sempre um Heichmann disponível para, à hora marcada, levantar voo e despejar bombas a granel sobre cidades previamente assinaladas no mapa. O pior que aconteceu à Europa, nos últimos dois mil anos, foi o cristianismo, o inimigo da liberdade, da autonomia, dos povos. Enquanto ela se mantiver cristã (= financeira), é sempre Auschwitz. Porventura, incruento, mas Auschwitz. Os grandes financeiros e os governos por eles eleitos são os sucessivos anjos da morte! Temos de redescobrir-

acolher-praticar Jesus e o seu Projecto político maiêutico. Ou perecemos!

28 Janº 2015

Leave a Reply