Já não bastava o ódio que os sucessivos governos ao serviço dos grandes interesses financeiros nutrem contra a Cultura e a Política praticada pelas próprias populações, sem recurso a quaisquer intermediários, sempre os seus piores algozes. Acabam de inventar um processo ainda mais estúpido, macabro. Contratam profs recém-formados em universidades por eles aprovadas, submetem-nos a provas obrigatórias de avaliação de conhecimentos que mais parecem de adivinhação ou jogos de azar, tamanho, o sem-sentido/ trivialidade dos conteúdos. Promovem, depois, um enorme escarcéu em entediantes serviços de notícias de tv e rádio, sempre as mesmas. Concluídas as provas, divulgam aos quatro-ventos os resultados, inevitavelmente, desastrosos, como desastroso é todo este processo. Provas de avaliação, ou propositada humilhação pública dos Profs das escolas do Estado? Está tudo mal, neste modo de agir dos governos ao serviço dos grandes interesses financeiros. Desde logo, a própria existência de governos deste tipo. Quanto mais agradam aos grandes interesses financeiros, mais degradam o país, as populações, a sociedade, as instituições, as universidades, as escolas, os profs, os alunos, o pessoal auxiliar. São governos causa de tropeço, escândalo, que têm de ser banidos da face da terra, para que as populações possam respirar, sejam sujeitos criativos, protagonistas. Um país que maltrata as crianças, adolescentes, jovens; promove o crime, a hipocrisia, o parecer em vez do ser; desperta em cada geração que chega ao mundo o amor ao dinheiro, a competição em lugar da cooperação, o sucesso individual em lugar do crescimento de dentro para fora de todos, numa grande entre-ajuda tecida de generosidade, reciprocidade maiêutica, ao modo dos vasos comunicantes, e alegria a rodos, é um país sem presente e sem dia seguinte. Não há países suicidas. Há governos homicidas, assassinos das populações. Quantos existem para servir os grandes interesses financeiros. Começam por assassinar as crianças e só acabam nos avós. Correr com tais governos, como acaba de fazer a Grécia, é preciso, imperioso, urgente. Têm a palavra-acção política, as populações. Não apenas os Profs.