Há dois dias, um novo relatório do Instituto Nacional de
Estatística dava conta que o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2014 sobre rendimentos do ano anterior, indicava que 19,5% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2013, face a 18,7% em 2012), abrangendo todos os grupos etários. É mais elevado no caso das/os menores de 18 anos, e a A presença das crianças num agregado familiar está associada ao aumento do risco de pobreza. Mantém-se o aumento significativo da insuficiência de recursos da população em risco de pobreza (30,3%), com um novo agravamento do défice de recursos.
A desigualdade na distribuição de rendimentos agrava-se. A taxa de privação material cresce. Há mais pessoas em risco de exclusão social. Mais crianças pobres. E quem é pobre está mais longe de deixar de o ser.
O risco de pobreza é de 20% para as mulheres e de 18,9% para os homens. No caso dos menores de 18 anos, a taxa abrange já 25,6% da população, face aos 24,4% de 2012. Numa família monoparental, em que um adulto vive com pelo menos uma criança, o risco de pobreza é de 38,4%. Este foi o tipo de agregado em que a situação piorou mais, face a 2012.
O PSD, atirou para o lado e acusou o PS de falar sem decoro sobre a pobreza, apontando-a como consequência da governação socialista. E, como muito fizeram pelo povo a vida está muito melhor do que os dados relativos a 2012: «2013 foi o ano da viragem. 2014, quando sair o relatório, com os dados que existem e que já estão confirmados, será certamente um ano muito melhor, e 2015 melhor ainda». É que não é mesmo nada com eles!

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ÉIMPRESSIONANTE! PARA ONDE FOI A MIRAGEM DO PT?