A guerra na Ucrânia tem crescido de intensidade, e tem havido bombardeamentos de grande dimensão em áreas civis, provocando muitas vítimas. Cada uma das partes atribui a responsabilidade à outra, mas tal como no caso do derrube do Boeing da Malaysia Airlines, ou dos morticínios em Kiev (em que se apurou que os mortos dos dois lados em confronto foram abatidos pelas mesmas armas) não há acordo sobre quem foi o responsável. A liderança ocidental procura atribuir as responsabilidades à Rússia, que as rejeita.
Entretanto a NATO procura reforçar as suas posições na Europa de Leste, como podem ver no primeiro link abaixo. E os esforços diplomáticos redobram. E parece realmente haver várias linhas de acção. Angela Merkel e François Hollande deslocaram-se a Kiev e vão a Moscovo, obviamente à procura de um acordo entre as partes. John Kerry vai a Kiev e fal em fornecer armas a Kiev. Os europeus procuram a paz, embora participem nas acções da NATO. Os Estados Unidos parecem preferir o confronto militar. São posições diferentes. Propomos a leitura dos links abaixo.
A vitória do Syriza na Grécia também tem efeitos na questão. Da parte dos líderes ocidentais mais inclinados ao confronto com a Rússia, como serão os norte-americanos e os países do Báltico que foram anteriormente membros da URSS, há o receio de um enfraquecimento das posições da NATO no Sul da Europa, na confrontação leste-oeste que se tem agravado ultimamente, a pretexto da situação da Ucrânia. Os críticos de Alexis Tsipras acusam-no mesmo de ter dado o dito por não dito, a propósito de uma eventual saída da NATO. Não será de excluir que os partidários do confronto com a Rússia queiram forçar um confronto mais violento na região, alegando mesmo uma eventual aproximação entre a Grécia e a Rússia.
http://www.theguardian.com/world/2015/feb/06/merkel-hollande-putin-ukraine-peace-plan-rebels-moscow


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PARA ONDE CAMINHAMOS? PARTE 2