NO TEATRO CARLOS ALBERTO, DE 13 DE FEVEREIRO A 1 DE MARÇO, “ MUSIC ALL”

 “As Boas Raparigas…”, na boa companhia do encenador Rogério de Carvalho, inscrevem pela primeira vez na programação do Teatro Nacional de São João um nome maior da dramaturgia contemporânea.

music hall - 13.2

Jean-Luc Lagarce foi um homem de teatro que começou por se distinguir como encenador antes de se notabilizar como dramaturgo. É, digamos, um autor póstumo: só depois da morte – em 1995, aos 38 anos – a sua obra começou a ser verdadeiramente descoberta. Nas cerca de vinte e cinco peças que escreveu, revalorizou a narração e a palavra para poder contar o mundo (“a minha parte miserável e ínfima do mundo”), deixando-nos uma multidão de vozes dirigidas prioritariamente ao ouvido do espectador.

Em Music-Hall (1988), uma “Rapariga” – uma atriz do teatro de variedades, acompanhada de dois inseparáveis“Boys” – vai representar a sua pequena história, uma história de errância e de resistência. Music-Hall é uma metáfora a um tempo terna e cruel da precariedade do mundo do espetáculo. Mas também, e sobretudo, um elogio à sobrevivência do gesto artístico, ao teatro, esse lugar onde, representando, se diz “o verdadeiro mais verdadeiro do que o verdadeiro”.

Autoria de Jean-Luc Lagarce, com tradução de Alexandra Moreira da Silva, encenação de Rogério de Carvalho,

cenografia e figurinos de Catarina Barros, desenho de luz de Jorge Ribeiro, sonoplastia de Luís Alyes, asistência de encenação de Carla Miranda, coprodução de “As Boas Raparigas…,” e  Teatro Nacional de São João.

 Interpretação de António Júlio, Maria do Céu Ribeiro, Paulo Mota.

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