“O que é uma coisa é?” é a proposta que o Teatro Nacional São João apresenta de Teatro para a infância, dias 25 e 26 de Fevereiro, às 11:00 e 15:00 horas.
Direcção de projecto, concepção cenográfica – Inês de Carvalho
cocriação – Inês de Carvalho, Joana Pupo, Henrique Fernandes
acompanhamento à criação e conceção – Elisabete Paiva
paisagem sonora – Henrique Fernandes
interpretação – Joana Pupo, Henrique Fernandes
coprodução – Centro Cultural Vila Flor,
Sonoscopia Associação Cultural, TNSJ
Os dois espetáculos apresentam-se separados no tempo, mas ambos dirigem-se a esses grandes experimentadores que são as crianças.
Vêm provar, se necessário fosse, que a vontade de comunicar com públicos mais jovens não conduz ao “infantilismo” nem muito menos à menoridade teatral. Poemas para bocas pequenas é o nome do lugar onde a performer Margarida Mestre e o músico António-Pedro se encontraram para brincar com palavras faladas ou cantadas, num recital que propõe a alegria de pensar e sentir poesia. Parte de poemas de autores portugueses e de visitas ao cancioneiro popular, para nos lançar numa viagem plena de experiências musicais. Pelo caminho, aborda questões importantes na vivência das crianças, como a família, o corpo, os ciclos da natureza ou o desconhecido. Sem esquecer as coisas que não gostamos de fazer, ou aquelas que simplesmente nos dão que pensar…
Já O que é uma coisa é?, dirigido por Inês de Carvalho, propõe um percurso sensorial pelo teatro, onde o público é convidado a entrar e a participar na criação e expansão dos espaços cénicos. Um itinerário feito a partir das escolhas e sensibilidades de cada pequeno espectador, seguindo um percurso cenográfico que evolui através de passagens e recantos, desde a chegada ao teatro até ao lugar da cena, e escolhe o papel como matéria mágica e transformadora, capaz de abrir lugares imaginários à medida de cada olhar. Numa paisagem sonora gerada por um contrabaixo e pelo misterioso som das coisas, a atriz Joana Pupo e o músico Henrique Fernandes acendem desejos e desenham ritmos, através dos seus corpos e vozes.