PAI

Vida fora muito correste
Passo lento, certo, seguro
Nunca foste uma alma errante
Eras fácil de encontrar
E agora que já morreste
De ti digo e asseguro
Nem todo o bom mareante
Se encontra no alto mar
Agora, és rio
És calma
Nada te fere ou ofende
Já não tens frio
É branca e pura
A brisa que afaga a tua alma
E te acaricia com doçura
Transparente
Já nada nos separa
Aguarda por mim
Tranquilamente
És eterno
Eu estou só de passagem
Vou ter contigo
Repara
E nesse dia, por fim
Espera por mim
E, enquanto o relógio não pára
Guarda-me um lugar para a viagem.
(28/2/1924 – 1991)
(In “Uma, Duas vezes e Três”)


gostei mesmo muito, Zé bjnh
Muito obrigado.
Um bjnh para si também.
Já há tempo que leio com prazer as suas crónicas e que admiro o seu fascínio pelo Porto, cidade de que muito gosto. Hoje resolvi sair da sombra para lhe agradecer ter posto por escrito os sentimentos que compartilho e que não soube expressar.
Meu caro Guimarães Ferreira, muito obrigado pelo seu comentário. É bom saber que consigo chegar ao coração das pessoas.
Um grande abraço
Um poema tão lindo!
Boa noite:)
Obrigado Isabel Vaz.
Bjs