Enquanto nós por aqui continuamos a discutir os lapsos de António Costa, e a dívida de Passos Coelho à Segurança Social, na República Oriental do Uruguay, ontem, dia 1 de Março, José Mujica terminou o seu mandato de presidente da república, e tomou posse o seu sucessor Tabaré Vasquez. Pelas informações que temos parece que José Mujica, apesar dos seus quase 80 anos, não se quer afastar definitivamente da política, e vai ocupar um lugar no Senado. Tabaré Vasquez, embora integre a Frente Ampla, tal como Mujica, não tem as mesmas ideias que este, nem a mesma personalidade. O Uruguay atravessa um período de crescimento económico e importantes progressos no campo social. Será interessante continuar a acompanhar este país de cerca de 3,3 milhões de habitantes, que viu grandes conflitos sociais e políticos e suportou uma ditadura militar entre 1973 e 1985, e actualmente é considerado como o melhor país da América Latina para se viver. José Mujica, um antigo guerrilheiro tupamaro, desempenhou um papel importante no processo de evolução. A sua simplicidade e abertura são um exemplo para todos, a começar pelas classes políticas, de um e outro lado do Atlântico, e não só.
Os preconceitos que dominam as mentalidades, a começar pelas europeias, levam a que, em relação ao que se passa na América Latina e outros continentes se mantenha uma atitude sobranceira. Este e outros resquícios do colonialismo (há quem lhes chame neo-colonialismo) prejudicam as relações entre os povos e os governos, e impedem os cidadãos comuns de acompanhar pessoas como Mujica, que abordam a política de uma maneira diferente da que os líderes que aqui temos de suportar.
Propomos que vão aos links seguintes:
http://internacional.elpais.com/internacional/2015/03/01/actualidad/1425225351_376638.html


“Pepe” Mujica um Presidente à séria.