CRÓNICAS DO QUOTIDIANO -“OU ELES, OU NÓS!” – por Mário de Oliveira

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Há quem defenda que nós, os seres humanos e os povos, somos naturalmente violentos. Só o Medo de pesados/eternos castigos impede que nos devoremos uns aos outros. Os grandes media e todos os outros grandes institucionais, religiões incluídas, puxam o mais que podem pelo que possa haver em nós de tendencialmente violento, para, desse modo, arrecadarem domínio sobre nós, fortunas, privilégios, sem cuidarem de saber para que serve tudo isso, se, por fim, acabamos a devorar-nos uns aos outros. Este início de terceiro milénio do cristianismo, quarto milénio do judeo-cristianismo – manda a verdade que se diga, quando lemos a história a partir do presente para o passado, que não há judaísmo, de um lado, e cristianismo, de outro lado; há judeo-cristianismo (Jesus e o seu Projecto político são outra loiça, ainda por conhecer) – está a revelar-se o mais violento de todos. Os poderes de hoje dispõem de meios que os do passado nem sequer sonharam. Se os seres humanos e os povos, desistirmos, de vez, de tomar em mãos os nossos destinos e do planeta/ universo, os poderes ficam totalmente à solta. Espera-nos a destruição em massa. Bem se pode dizer que o nosso maior pecado colectivo é a demissão, à escala global, do grande, único imperativo ético que nos manda cuidar de nós, uns dos outros, do planeta/universo. Para isso nascemos e viemos ao mundo. Ao deixar os nossos destinos e do planeta/universo nas mãos dos poderes, desistimos, de vez, da nossa condição de seres humanos e povos. A violência não é da nossa natureza de seres humanos e povos. É da natureza dos poderes. Por mais que psicólogos, antropólogos, chefes das religiões judeo-cristãs-islâmicas digam o contrário. Da natureza dos seres humanos e dos povos, é o imperativo ético de cuidarmos de nós próprios, uns dos outros e do planeta/universo. Os poderes e seus agentes, mentirosos que são e assassinos, não suportam que vejamos as coisas como elas são e que ajamos politicamente em consequência. Sabem que será o fim deles e da sua violência organizada. É hora de decidirmos: Ou eles, ou nós. Os poderes organizados, ou os seres humanos e os povos, sábia e maieuticamente, organizados!

3 Março 2015

 

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