NESTE DIA… Em 3 de Março de 1829 nasceu Bulhão Pato

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Raimundo António de Bulhão Pato nasceu no dia 3 de Março de 1829 em Bilbau (morreu em 1912 no Monte da Caparica). Poeta ultra-romântico, foi também ensaísta e memorialista – as suas Memórias constituem uma preciosa fonte de informação sobre a política portuguesa do seu tempo. Conhecido do grande público pelos seus dotes de culinária, nomeadamente pela sua receita de amêijoas, foi um poeta notável. Ei-lo, em baixo à direita, retratado pelo grande Columbano Bordalo Pinheiro.

Filho de um poeta português, Francisco de Bulhão Pato, e de María de la Piedad Brandy, Raimundo nasceu em Bilbau, no País Basco. A sua infância foi atormentada por dois cercos a Bilbau (em 1835 e 1836), durante a Primeira Guerra Carlista, pelo que a família decidiu, em 1837, retirar para Portugal. Em 1845, com 16 anos, Raimundo António matriculou-se na Escola Politécnica- Não completou o curso e viria a ser colocado como 2º oficial na 1ª repartição da Direcção-Geral do Comércio e Indústria. Apreciador dos prazeres da vida – caçadas, viagens, boa comida, saraus literários onde pudesse usufruir da companhia de intelectuais, veio a privar com figuras como Alexandre Herculano, Almeida Garrett, Latino Coelho e muitos outros. Quando em 1870 Paul Plantier publicou a sua obra O cozinheiro dos cozinheiros, Bulhão Pato colaborou com receitas por si recolhidas. Aderiu ao ultrarromantismo. Com o seu poema  Paquita, reeditado de 1866 a 1894, tornou-se famoso. Em 1850, foi publicado o seu primeiro livro, Poesias de Raimundo António de Bulhão Pato e em 1862.  o segundo, Versos de Bulhão Pato. Em 1866 é a vez do referido poema Paquita. Publicou depois, em 1867 as Canções da Tarde; em 1870 as Flôres agrestes; em 1871 as Paizagens, em prosa; em 1873 os Canticos e satyras; em 1881 o Mercador de Veneza; em 1879 Hamlet, traduções das tragédias de Shakespeare e de Ruy Blas de Victor Hugo. Em 1881 Satyras, Canções e Idyllios; o Livro do Monte, em 1896. É famoso o incidente com Eça de Queirós – supondo-se retratado numa personagem de Os Maias, encetou uma polémica histórica e com contornos hilariantes.

 

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