CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – O QUE MAIS SE GOSTA NELE É QUE NÃO SEJA PAPA! – por Mário de Oliveira

quotidiano1Também para o papa Francisco, o tempo corre veloz. Aliás, pelos anos que soma, quando os cardeais o escolhem, já ele é arcebispo emérito de Buenos Aires. Não pode prosseguir como bispo titular no seu país, mas, pelo que se vê, pode aceitar ser o bispo de Roma, papa da igreja católica no mundo. Não pode o menos. Pode o mais. É, pois, expectável que o seu pontificado seja breve. Por força da idade. Depois, aquele seu corpo desmesuradamente redondo, embrulhado num saiote branco de mau gosto, com que sistematicamente se apresenta, parece indiciar que a sua saúde não será das melhores. Dois anos depois, o que mais se gosta nele é que não seja papa. Nem cristão. Nem católico romano. Nem beato. Nem devoto de nenhuma das muitas nossas-senhoras do catolicismo romano, a mais rasca de todas, a dos “pastorinhos de Fátima”. Ou, dito pela afirmativa, o que mais se gosta nele é que seja homem, um ser humano, em tudo igual aos demais, excepto na idolatria, a pior das quais, a do Dinheiro. Quanto mais humano, menos cristão, menos religioso, menos metido nos templos. Ou, dito pela afirmativa, Quanto mais humano, mais metido no mundo, sem nunca ser do mundo. Uma postura objectivamente difícil, mas imprescindível para poder ser, entre nós, connosco, outro Jesus, o filho de Maria, agora, século XXI. Nunca seja outro Cristo/Poder monárquico absoluto, infalível, coisa mais que obscena. Pelo contrário, continuadamente religado a Deus Abba-Mãe que nunca ninguém viu, porque continuadamente religado às vítimas da história, com realce, para as incontáveis vítimas que o poder religioso eclesiástico católico-protestante produziu em série, continua a produzir. Melhor fora, por isso, que o cristianismo nunca tivesse nascido, tão hediondos, monstruosos, os males cometidos contra a humanidade, em particular contra as mentes-consciências das populações da Terra. Mergulhadas em quodianos de terror, de inferno, de submissão, de exploração, de mentira, sob a batuta de clérigos celibatários à força. Papa? Não! Humano!

14 de Março 2015

 

 

1 Comment

  1. Muito bem visto, sim senhor, é isso mesmo que mais se gosta no Papa Francisco. Ele parece ser uma pessoa comum e não um Papa. Por isso o enorme clube de fãs.

Leave a Reply