CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – VEM! QUE EU QUERO OS TEUS IMPOSTOS! – por Mário de Oliveira

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Os mais destemidos, inconformados já se foram. O país que os viu nascer não se mostrou capaz de rentabilizar/tirar partido das suas capacidades, carismas, conhecimentos. Emigraram. Um governo de chico-espertos, palradores, vaidosos, obcecados pelo poder, é o cancro mais devastador num qualquer país. Entre as novas gerações e um governo, assim, há um abismo intransponível. As soluções, hoje, chegam-nos cada vez mais das novas gerações. Não dos governantes. Passou o tempo dos intermediários. Para tempos novos, respostas novas. Os governos tradicionais, com todos os seus formalismos, ritos, tiques, privilégios, são mais impecilho do que solução. Não abdicam dos seus pergaminhos. Dos inúmeros cortesãos. Nem dos arsenais de leis, impostos, com as, os quais matam toda a iniciativa. As novas gerações não têm pachorra para tanto. Os que se acomodam, ficam velhos da noite para o dia. Os mais destemidos, inconformados, rebelam-se. Abrem as asas. Levantam voo. Vão com o Vento. Toda a Terra é a sua mátria/pátria. Todas as nações, a sua nação. Deixam o chão onde nasceram. São do chão que os acolhe. Os valoriza. Tira partido das suas capacidades, desenvolvimento, intuições. Para trás, como um pesadelo, deixam o país que os viu nascer, mai-los mesquinhos governantes, com seus estúpidos jogos eleitorais. Que apodreçam nos seus palácios-panteões nacionais. A vida com qualidade acontece no deserto, no vento, no caminho, no movimento. Pode agora o Governo, com a criancince do VEM, chamá-los de volta, para os cravar de impostos. Não adianta. Para eles, já não há mais o “meu país”. Há o mundo, meu país. Nem sequer, A minha pátria é a língua portuguesa. Sim, Todas as línguas são a minha pátria. Saibam que há menos “Babel” num mundo onde as novas gerações são ao comando das suas vidas, sujeitos de corpo inteiro, criadores, do que num pequeno pais, como Portugal, com um governo de medíocres, vaidosos, palradores. Que só sabem fazer leis, cobrar impostos.

17 Março 2015

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