LIVRO & LIVROS – Humorista Bruno Ferreira apresenta romance de Jorge Serafim em Lisboa

O humorista Bruno Ferreira, conhecido de programas como «5 Para a Meia-Noite» ou «Contra Informação», apresenta este sábado, 28 de Março, o romance do também comediante Jorge Serafim, Não Há Seda nas Lembranças. A sessão, marcada para as 18:00 horas, tem lugar na Casa do Alentejo (são ambos alentejanos), em Lisboa.

Jorge Serafim participou, como humorista, em diversos programas televisivos, na SIC (como «Levanta-te e Ri»), RTP1 e RTP2, mas é como contador de histórias tradicionais e promotor do livro e da leitura que se define essencialmente. Natural de Beja, trabalhou na Biblioteca Municipal José Saramago durante 12 anos, no sector infanto-juvenil, e foi actor nas companhias de teatro Lêndias D’Encantar e Arte Pública. Há cerca de 20 anos que percorre o país de lés a lés, levando «a arte milenar da palavra nua, bela e crua» a escolas, bibliotecas públicas, centros de dia, feiras do livro, auditórios, centros culturais, festivais de teatro. Além fronteiras, desenvolveu também actividades nesta área em Espanha, Luxemburgo, Cabo Verde, Macau, Canadá e Argentina.

É autor de diversas obras: O Corvo Branco – teatro para a infância; O Amor é Solúvel na Água – teatro; A.Ventura – poesia; A Sul de Ti – poesia; Estórias do Serafim – poesia; Sonhar ao Longe – infantil; A Minha Boca Parece um Deserto – infantil. Não Há Seda nas Lembranças é o seu primeiro romance.

 

Sinopse: «Há um prédio onde cada inquilino tem uma dor para contar, despertando tempos que já foram e dias que ainda são. Com o pretexto de contar a história de Maria Paloma, refugiada da guerra civil de Espanha, o narrador vai desfiando as histórias que têm feito a vida de cada um dos seus vizinhos.

Há um barbeiro, guardador das memórias de Beja e amante das famosas Lettres Portugaises de soror Mariana Alcoforado. Há uma senhora de Angola que acende chamas nas palmas das mãos desde o dia em que perdeu o filho no campo de concentração do Tarrafal. Há um marido que acredita que a esposa o traiu com o silêncio porque o filho nasceu mudo. Há um primo de Catarina Eufémia e searas de cabelos negros. Há um rapaz aprisionado nas almas dos pássaros que matou. Há um sábio alagado em gramática. Há um relojoeiro a quem as vítimas da desgraça recorrem para que altere o bater do tempo passado. Há uma solteirona chamada Mónica Lisa de sorriso enigmático. Há um apaixonado que engordou das palavras que não lhe disse. Há uma avó que resolve medos contando contos. Há um homem que semeia palavras novas para lhe florescerem outros sentidos. E uma mãe que só cometeu um pecado na vida, o de roubar um dicionário e descobrir neste a palavra utopia.

Neste cruzar de vidas, o narrador tece uma teia que entrelaça com fios de memória, as invasões francesas, as lutas liberais, a guerra civil de Espanha, a guerra do ultramar, estórias de vida e de morte, de amor e humor com o dia-a-dia de um bairro no tempo em que as estradas eram para os moços jogarem à bola e correrem livres como os pássaros no céu!»

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