IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (13)

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UMA, DUAS VEZES E TRÊS

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Por ti porfio
E estou carente.
Olha como me falas,
Tem tento!
Eu sei que não te ralas
Sei que hoje é a minha vez
E que tu não tens tempo
Mas,
As tuas palavras têm cio
Entram em mim
Ficam cá dentro
E são um desafio
À minha sensatez.
Perco-me em ti e em mim
Esqueço o não, e sem lamento
Toco o corpo que porfio
Entrando na tua nudez
Onde só me apetece dizer sim,
Um sim comprido e lento
Como o delta de um rio,
Uma, duas vezes e três.

 

(In Uma, Duas Vezes e Três)

5 Comments

  1. Um contraste entre a flor desabrochada e o botão ainda fechado.
    Uma abelha a sugar o que uma lhe pode oferecer.
    Um rol de pensamentos que uma bela imagem nos pode proporcionar e um poema que nos leva a outras realidades.

    Um abraço.

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