ESPAÇO DE CABO VERDE – “ULIME” – Um filme cabo-verdiano – por Clara Castilho

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Continuando a falar de filmes cabo-verdianos, hoje abordamos o filme “ULIME”. Foi produzido em 2010 pela ONG “Rabidá” e o Instituto Camões – Centro Cultural Português, Pólo do Mindelo.  “ULIME” é uma curta-metragem de 19 minutos realizada por Tambla Almeida e carregada de simbolismos.

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As filmagens foram em São Vicente mas a história passa-se em Santo Antão, como conta o realizador que admite que, apesar disso, não quis fazer um filme fechado em Cabo Verde. A história é sobre a seca e a partilha da água e o problema do clima afecta todo o Mundo. Com um filme sem diálogos, o realizador procurou transmitir a mensagem através do movimento das imagens e dos sons. “É uma projecção de elementos de forma evidente e limpa na construção do espaço, onde o som do vento é angustiante e perturbador. Existe mesmo uma modelagem do personagem pelo vento”, explica.

SINOPSE

Cabo Verde 2010

19 mn

Na secura da paisagem saheliana, Blimunde, boi-gente, sofre os tormentos da canga que já não existe e da falta de recursos que ainda subsiste. Desterrado e sem encontrar razões para uma condição nova, este herói esquecido começa a desentender-se com o seu próprio isolamento.

EQUIPA DE PRODUÇÃO

Realização – Tambla Almeida
Produção Executiva – Matilde Dias
Som – David Medina
Fotografia – Bob Lima
Montagem – Jack Dias
Assistente de produção: Manuel Lima Fortes
Música – Mick Lima e Baptistinhas
Concepção gráfica – Elson Fortes (Kriativ)
Distribuição/Divulgação – Rabidá – Audiovisual Cultural

ELENCO
Blimunde – Herlandson Duarte

É um filme sem diálogos, onde o realizador procurou transmitir a mensagem através do movimento das imagens e dos sons. “É uma projecção de elementos de forma evidente e limpa na construção do espaço, onde o som do vento é angustiante e perturbador. Existe mesmo uma modelagem do personagem pelo vento”.

A história não é situada numa época, mas sim, “num tempo presente”, segundo Tambla, que decidiu correr o risco de tentar criar um espaço próprio no panorama cinematográfico cabo-verdiano. “Este não é um filme comercial. Pretendo levá-lo para o interior de Cabo Verde e projectá-lo junto das pessoas que convivem mais de perto com a seca”.

O filme partiu da leitura das obras do escritor Luís Romano, que nas palavras de Tambla Almeida encontra-se “muito esquecido e é preciso trazer a sua obra para o convívio com o público”.

 

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