A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

[Carlos Loures nasceu em Outubro de 1937 e fez parte da geração que tomou o café Gelo como abrigo na segunda metade da década de 50 do século XX e nos primeiros anos da seguinte. Coube-lhe a responsabilidade de coordenar, com Máximo Lisboa e Sena Camacho, este apenas no segundo número, os três números da revista Pirâmide (1959-1960), uma das manifestações escritas do Café Gelo e uma das raras publicações do surrealismo em Portugal. Quando se fala da geração do Café Gelo o testemunho de Carlos Loures é pois intorneável. Quisemos registar o seu depoimento, que acreditamos valioso para a história da época. O registo deve ser complementado com o testemunho escrito que o autor deu a Daniel Pires (Dicionário da imprensa periódica literária portuguesa do século XX (1941-1974), vol. II, 1.º tomo, 1999, pp. 361-62) e que foi já referido no número anterior desta revista por Manuel Simões. Carlos Loures estreou-se com um livro surrealista, Arcano Solar (1962), mas fez depois uma obra marcada pelo realismo. A assinalar a viragem ficou polémica com Mário Cesariny no Jornal de Letras e Artes (1966).]