EDITORIAL – FALSA MORALIDADE DO FACEBOOK? OU CONTROLE COMPLETO DOS CIDADÃOS?

 

Esta semana soubemos que o Facebook tinha novas regras quanto a logo editorialconteúdo das publicações feitas pelos seus utilizadores. Dizem querer “promover relações onde predominem a empatia e o respeito”. No Brasil, foi apagada a foto de um casal de índios botocudos, feita em 1909, postada na página institucional do ministério da cultura brasileiro, facto que originou a decisão de processar o Facebbok por parte do ministério, por se considerar “um desrespeito à legislação brasileira, ao Estatuto Indígena e também às regras da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que pregam a diversidade de manifestações culturais e o respeito às singularidades”.

É ainda intenção do Facebook, retirar “discursos que incentivam o ódio”,  cenas de nudez,  publicações que manifestem apoio a grupos que promovem o ódio ou crimes violentos, como o Nazismo ou o Estado Islâmico. Pretende-se lutar contra o terrorismo? Será que é este o veículo certo? Ou pretende-se evitar organizações de manifestações e protestos?

Reuniões entre responsáveis de países e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, o que querem dizer? (esta semana, no Brasil)

E, ainda no Brasil, e ainda esta semana, imagens de uma  travesti, publicada na rede Jornalistas Livres, sentada no chão, vendo-se as pernas de polícias em seu redor, acorrentada pelos pés, os braços algemados nas costas, imobilizada, cara completamente disforme pela pancada levada, mas de peito descoberto, foi também retirada. Sim, mas foi-o pelo peito descoberto, não pela situação em que se encontrava envolvida!

 

 

 

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