CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – COMO VALER AOS POVOS AFRICANOS? – por Mário de Oliveira

quotidiano1

Sem uma verdadeira conversão = mudança de ser, de Deus, todo o bem que a UE possa vir a fazer aos povos africanos e demais povos será sempre bem-fazer, em que são peritos todos os padrinhos, suas máfias. Primeiro, invadem-lhes o país, as casas, apoderam-se dos seus bens, suas mulheres, suas filhas, seus filhos. Depois, enviam alguns a distribuir comida, roupas, medicamentos aos sobreviventes. A caridade(zinha) sempre foi uma arma para dominar ainda mais os que antes espoliamos, roubamos, matamos. Perante a tragédia de dimensões aterradoras, que todos os dias está a suceder à nossa porta, no Mar Mediterrâneo, os líderes da UE tocaram a reunir. Não nos iludamos. Enquanto não formos às causas do Mal, tudo o que fizermos só serve para fazer engordar ainda mais o Mal, em lugar de erradicá-lo. Como povos da UE, temos de estar alerta e não cooperar nesta malfeitoria dos líderes, peritos na arte de mentir, enganar, ludibriar. Não são líderes. São mercenários políticos bem-falantes, cínicos q.b., estilo PauloPortas. Se quiser fazer o bem, não apenas o bem-fazer, a UE tem de começar por reconhecer os crimes/pecados cometidos pelos poderes europeus/ocidentais ao longo dos séculos. Arrepender-se. Converter-se = passar a viver de cara para os africanos, não mais de costas. Assumir, de forma actualizada, a postura de Zaqueu, podre de rico, porque ladrão de profissão. Ao receber Jesus em sua casa, decide distribuir metade dos bens que roubou aos pobres. Da outra metade, restituir quatro vezes mais aos que antes roubou. É esta via política de Jesus, que a Europa cristã e o Ocidente não podem sequer ouvir falar, que nos salva/faz humanos todos os povos. Tudo o que a UE faça que não passe por aqui, é só para desgraçar ainda mais os povos africanos. Então, o Mar em que estamos a matar por afogamento os africanos que nos procuram, é o mesmo que nos está a matar a alma. E sem alma, de que vale todo o nosso luxo?!

21 Abril 2015

 

Leave a Reply