OS MEUS DOMINGOS – UM DRAMA IMPRESSIONANTE  – por ANDRÉ BRUN

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(1881 - 1926)
(1881 – 1926)

 

SEGUNDO ACTO

No dia seguinte. A cena representa a esquina da Rua do Ouro e da Rua Luciano Cordeiro. Multidão de transeuntes e de carros eléctricos. O honrado chefe de família procura ansiosamente com a vista e com o olfacto alguém conhecido.

(continuação)

CENA II

O HONRADO CHEFE E UM SUJEITO AMÁVEL

O sujeito – (Muito amavelmente) É a minha carteira que V. Ex.ª procura?

O honrado chefe – Era…

O sujeito – Sinto muito; mas furtaram-me há bocado num carro do Rio de Janeiro. Também, quem a levou não ganhou o dia. Tinha dentro três mil e quinhentos, quando muito…

O honrado chefe – (Apeando-se) Ora bolas!… (Tendo outra ideia). Experimentemos. Vou à batota ali a cima. Chego e faço uma parada de boca. Se ma aguentarem e saírem dois grandes, é a forma de poder dar de comer aos meus pequenos (Dirige-se, correndo, a uma casa de jogo).

 

CENA III

O HONRADO CHEFE E O PORTEIRO

O porteiro – Que deseja o cavalheiro?

O honrado chefe – Jogar despreocupadamente dez mil reis ao grande no nobre jogo da chamada banca francesa.

O porteiro – Isso também eu queria! As batotas estão fechadas por uns dias. Tanto que vai haver três revoluções por causa disso…

O honrado chefe – Decididamente tudo se volta contra mim. Inferno e maldição!…

 

CAI O PANO

 (continua)

 

25 de Fevereiro de 1923

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Para ver a Cena I deste Segundo Acto, publicada em A Viagem dos Argonautas no domingo passado, 19 de Abril, vá a:

OS MEUS DOMINGOS – UM DRAMA IMPRESSIONANTE  – por ANDRÉ BRUN

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