IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (17)

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NÃO TENHO PRINCÍPIO NEM FIM

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Não tenho princípio nem fim
Não principio nem acabo

Sou o rumor das pétalas a abrir
Sou o grito das cores berrantes
O vestígio de beijos a florir
A noite a cair em instantes

Sou o sangue a correr em mim
Sou a vida e a morte por um bocado

Sou o som da semente a nascer
Sou o que sou, de minha autoria
Volto amanhã, se hoje morrer
Sou o rumor do nascer do dia

Não tenho princípio nem fim
Não principio nem acabo
Anseio por ser eterno,
Ao fim e ao cabo.

(In Uma, Duas Vezes e Três)

3 Comments

  1. Aprecio muito as suas cartas e o carinho que tem pela sua Cidade, Mui Nobre, Invicta e Sempre Leal, Cidade do Porto!
    Gosto também muito do Porto, que considero a minha segunda Terra! /

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