As pressões foram muitas. Os convites, também. A todas elas, o papa Francisco fez orelhas moucas. Manteve-se alheio. Resistiu. A historieta de Fátima, coisa tão sem pés nem cabeça, não era uma das suas prioridades. Ele vem da América Latina, concretamente, da Argentina. Sabe bem o que Porugal e Espanha fizeram aos povos latino-americanos. Conhece os horrendos crimes resultantes das chamadas Descobertas e Conquistas, séc. XVI em diante. Os genocídios cometidos. Os roubos inomináveis. A destruição de milenares culturas locais. Os massacres. A opressão dos sobreviventes. Tudo em nome da cruz e da espada. Do Deus do cristianismo. A cobiça do ouro. Os horrores que não podem sequer ser bem descritos. Contra os quais se ergueu mais tarde Guadalupe e a respectiva senhora. A Fátima lá do sítio. Mas de sinal contrário à de Portugal. Enquanto a de Fátima só quis saber dos bispos, até do papa, que as 3 crianças da Serra d’Aire nunca haviam visto, nem ouvido falar dele, a de Guadalupe escolheu um índio para “aparecer”. Tomou o partido das vítimas das Descobertas e Conquistas dos conquistadores cristãos europeus, de Portugal e Espanha. Não quis saber dos clérigos, todos aliados dos conquistadores. Nem sequer dos bispos idos da Europa que lá pontificavam autoritariamente. Apenas quis saber dos índios. Nos missionários cristãos europeus, a de Guadalupe via aliados dos bandidos, mercenários ao serviço dos reis de Portugal e de Espanha. Abençoavam os conquistadores. Chamavam “evangelização” aos massacres e aos roubos, em troca de Bíblias que os índios não sabiam ler, e de outras bugigangas semelhantes. Houve poucas, mas honrosas excepções. Frei Montesinos, por exemplo, que num dos seus polémicos sermões, chega a perguntar aos conquistadores europeus, Acaso estes [os índios] não são homens? Não têm alma?
Ao aceitar vir ajoelhar-se em Fátima, o papa assassina todo o trabalho que tem desenvolvido até agora em prol do fim da cristandade, ainda que tudo esteja a ser feito por ele, de modo atabalhoado, uma no cravo, muitas mais na ferradura. Ao sabor dos impulsos de momento. Em banhos de multidão que delira com espectáculos assim, semelhantes ao “pão e circo” dos imperadores de Roma, dos quais ele é o actual sucessor. Ainda assim, há quem goste. A começar, desde a primeira hora, pelos grandes media. Os grandes financeiros, seus donos, lá sabem porquê. Não dão ponto sem nó. Se o papa Francisco lhes caiu no goto, é porque vêem nele um dos seus, que utilizam, enquanto lhes der jeito. Matarão na hora, se começar a trocar-lhe as voiltas. Não é previsível que tal aconteça. Por agora, o papa Francisco ainda está muito longe de ter percebido que o cristianismo é uma das raízes do Mal estrutural, sem dúvida, o pai de todas as outras, sobre o qual assenta o Ocidente e que está a levar a humanidade para o abismo. Fátima e a sua senhora cega, surda, muda, mero pedaço de caco ou de madeira, de prata ou de oiro, são o cúmulo do absurdo que o próprio cristianismo católico romano português manifestammente é. Vir ajoelhar-se em Fátima é o mesmo que consagrar este absurdo. Na sua dupla dimensão, a antropológica e a teológica. O anti-Evangelho de Jesus, Segundo João.
Certamente, o papa Francisco, como quantos o precederam, nunca se deu ao trabalho de investigar e de acompanhar criticamente estes 100 anos de Fátima. Mesmo assim, lá conseguiu resistir aos sucessivos convites para, com a sua presença, vir canonizar o abominável. Porém, para surpresa e escândalo de muitos dos seus fãs, sobretudo, ateus-agnósticos que gostam dos seus shows mediáticos alienadores das msassas, o papa acaba de ceder ao convite feito pelo próprio Bispo de Leiria-Fátima, no decurso duma audiência privada. O que ambos conversaram nessa audiência, quebrou, pelos vistos, todas as suas resistências, todos os seus escrúpulos. Os argumentos utilizados pelo Bispo para convencer o papa são segredo bem guardado entre ambos. Uma coisa é certa: Nem uma única vez, o Bispo de Fátima invocou o Evangelho de Jesus, nem Maria, a mãe de Jesus, para convencer o papa. Aliás, o cristianismo de Pedro e das igrejas cristãs não suporta o Evangelho de Jesus. Prefere o de S. Paulo. Só que, mesmo este, é contra a senhora de Fátima, tal como, nas origens, foi contra a senhora-deusa Ártemis dos efésios, a protectora dos ourives, dos ngócios em ouro que eles ao tempo desenvolviam. O certo e sabido, é que o “milagre” aconteceu nesta audiência privada. E o papa Francisco vem ajoelhar-se em Fátima. Para sua vergonha. Para seu descrédito.
Fica, assim, bem claro que nem o papa Francisco resiste ao brilho do muito dinheiro que Fátima rende. É, por isso, mais um que, depois de Paulo VI ter aberto o caminho que liga Roma a Fátima, vem dar cobertura ao crime e à mentira que Fátima é. Só cegos que não queiram ver não vêem que Fátima constitui a humilhação dos seres humanos, a começar pelos mais sofridos. No mesmo momento que exalta os clérigos de topo, os grandes senhores que brilham em cada “peregrinação”. Mas então, ao fim de quase cem anos ainda não se deram conta de que nenhum dos clérigos é pagador de promessas, um exclusivo dos pobres, dos aflitos? Muito menos, é visto lá a rastejar e a comprar velas para o crematório?! Pelo contrário, estão todos lá no poleiro-altar, bem nutridos, bem vestidos. A senhora de Fátima que humilha os “peregrinos” mais deprimidos, mais sofridos, é a mesma que faz descer ao grau zero Deus que nunca ninguém viu, o de Jesus, o filho de Maria, que, em Fátima, como no templo de Jerusalém, se lá for num desses famigerados 13 de Maio a Outubro, é para voltar apegar em cordas, expulsar daquele covil de ladrões, os vitimadores das populações mais sofridas do país, tão possessas-amarradas que vivem por ancestrais medos, que não conseguem suportar, sem recorrerem àquele ópio, àquela droga, e a outras do género.
Numa pequena entrevista que o Bispo de Fátima deu à Agência Lusa, depois da audência privada com o papa, pudemos, entretanto, perceber um bocadinho dos argumentos a que ele terá recorrido para “vergar” o papa Francisco. Bastou acenar-lhe com um “brinde” de alto preço. Confessa o bispo (hoje, já deve estar arrependido do que disse, mas está dito): ´”É natural que um bispo levasse uma prenda para o Santo Padre e disse-lhe que estivemos a pensar qual seria a melhor prenda para trazer e concluímos que talvez a melhor prenda fosse uma oferta, uma partilha para os pobres do Santo Padre”. Assim mesmo. “Uma oferta, uma partilha para os pobres do Santo Padre (qual ser humano, qual carapuça! “Santo Padre”, é que é!). Acrescenta, depois, empolgado: “Nesse momento, os olhos do papa (que agradeceu o gesto), brilharam e houve “um sorriso largo”.
Ai o poder do Dinheiro, mesmo disfarçado de “oferta” para com os pobres do papa. Até os olhos do papa brilharam! Pudera! O bispo não referiu números. Mas uma oferta-partilha da Diocese dona da cidade de Fátima, do seu santuário, covil de ladrões, para o papa de Roma, não pode ser coisa de pouca monta. Será que um milhão de euro foi suficiente? Menos do que isso, era suficiente para “convencer”, “vergar” o papa e forçá-lo a vir adorar a senhora de Fátima? E, se ele, entretanto, adoecer e ficar impossibilitado não de ser papa de Roma, mas de viajar até Fátima? Terá de devolver a “oferta”-“parilha”?!
Como vêem, é sujidade moral a mais para qualquer ser humano que se respeite. Mas não para o cristianismo. O dinheiro é a mola real de tudo. Os chamados “pagãos” pelo cristianismo que nunca se fizeram cristãos aprenderam com ele que o dinheiro é a mola real de tudo o que tem a marca da Besta, do Inumano, do Mal estrutural, do Pecado. Tirem o dinheiro ao cristianismo e dele fica menos do que cinza. Cristianismo e seres humanos são incompatíveis. É cristão? Investiguem bem e concluirão: não é humano no seu ser-viver de cada dia. A senhora de Fátima, é o cume do cristianismo católico romano. O cume do Inumano. Por isso quem puder fugir, que fuja! Palavra de presbítero-jornalista.
Deixe lá o papa-Xico vir à Fátima. Sabe Pe Mário, já anda muita gente aos pulinhos com essa vinda. Olhe, o bispo de Bragança-Miranda, Dom José Cordeiro, por exemplo, deve andar que nem lhe cabe um feijãozinho no cú, de tão contente. Não vê que o “aldrabão formigão” até foi o primeiro diretor do pasquim da diocese desse bispo-capacho das maçonarias reinantes em Bragança? Não vê que o sonho do bispo-mirim é beatificar o tal formigão pelos préstimos à causa de Fátima? Deixe vir o Papa e que beatifique o aldrabão. Mais um, ou menos um nesta aldrabice toda, tanto faz…É que pode ser que no meio das bagagens de regresso ao Vaticano o Papa se lembre de levar o bispo com ele, por tão valiosos préstimos à causa vaticana. Acredite Pe Mário que as populações que já não vão na conversa e sorriso falso do bispo, agradecem. Menos um todo poderoso maçon a explorar e humilhar seres humanos em Bragança.
Deixe lá o papa-Xico vir à Fátima. Sabe Pe Mário, já anda muita gente aos pulinhos com essa vinda. Olhe, o bispo de Bragança-Miranda, Dom José Cordeiro, por exemplo, deve andar que nem lhe cabe um feijãozinho no cú, de tão contente. Não vê que o “aldrabão formigão” até foi o primeiro diretor do pasquim da diocese desse bispo-capacho das maçonarias reinantes em Bragança? Não vê que o sonho do bispo-mirim é beatificar o tal formigão pelos préstimos à causa de Fátima? Deixe vir o Papa e que beatifique o aldrabão. Mais um, ou menos um nesta aldrabice toda, tanto faz…É que pode ser que no meio das bagagens de regresso ao Vaticano o Papa se lembre de levar o bispo com ele, por tão valiosos préstimos à causa vaticana. Acredite Pe Mário que as populações que já não vão na conversa e sorriso falso do bispo, agradecem. Menos um todo poderoso maçon a explorar e humilhar seres humanos em Bragança.